Casas Bahia aprova aumento de capital de R$ 1 bilhão

Conselho de Administração aprova conversão de debêntures e prevê economia de R$ 4,7 bilhões até 2030, marcando o início de um novo ciclo para a varejista.

O Conselho de Administração da Casas Bahia aprovou oficialmente o aumento do capital social da companhia no valor de R$ 1,032 bilhão. A decisão foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira.

A medida decorre da conversão integral de debêntures da 11ª emissão da empresa em novas ações ordinárias. O movimento faz parte do plano de transformação da estrutura de capital.

A diretoria da varejista confirmou que cerca de 278,1 milhões de novos papéis foram emitidos para viabilizar a operação. Essa conversão reduz drasticamente o endividamento financeiro bruto da companhia.

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Com o novo aporte, o capital social da gigante do varejo salta para mais de R$ 7,1 bilhões. A estratégia visa garantir fôlego extra para as operações em 2026.

A empresa estima que a reestruturação total gerará uma economia de caixa de R$ 4,7 bilhões até 2030. Esse valor virá principalmente da redução de despesas com juros.

Analistas do mercado financeiro destacam que o reforço patrimonial melhora o perfil de risco de crédito da empresa. A varejista ganha mais poder de barganha junto a fornecedores.

Recuperação do varejo e confiança do investidor

O mercado reagiu com atenção aos detalhes do fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O fortalecimento do balanço é visto como um divisor de águas para as ações BHIA3.

A companhia transformou dívida financeira em participação acionária direta sem a necessidade de reforma estatutária. O processo seguiu rigorosamente os limites de capital autorizado previstos no estatuto.

De acordo com as diretrizes de reestruturação financeira, o grupo concluiu um dos processos de reorganização de passivo mais complexos do varejo nacional.

O CEO Renato Franklin já sinalizava que 2026 seria o início de um ciclo de crescimento sustentável. A empresa foca agora na modernização logística e eficiência operacional das lojas físicas.

Impacto nas despesas e metas de longo prazo

A redução de R$ 3 bilhões no endividamento líquido traz alívio imediato para o fluxo de caixa. A empresa planeja investir os recursos poupados na digitalização total de seus canais.

A administração tomou a decisão amparada pela Lei das S.A. para evitar burocracias excessivas. O valor restante da operação foi alocado diretamente na reserva de capital.

Conforme os dados do perfil de crédito, a melhoria nas condições com seguradoras e bancos é o próximo passo da gestão.

O setor de varejo brasileiro enfrenta um cenário de juros ainda desafiador no início de 2026. Mesmo assim, a Casas Bahia aposta na redução da alavancagem para superar a concorrência.

Investidores de varejo devem monitorar a diluição acionária decorrente da emissão das novas ações ordinárias. A transparência na comunicação tem sido um pilar da nova governança corporativa.

A conclusão desta etapa permite que a empresa saia do modo de sobrevivência para o modo de expansão. O otimismo moderado reflete a viabilidade do novo plano de negócios.

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