Com base no levantamento consolidado da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e nos dados do AE-Taxas para a última semana de dezembro de 2025, o cenário é de alerta para o consumidor. O avanço de 1,36% na média nacional elevou o preço médio do biocombustível para R$ 4,48.
Abaixo, apresento a tabela com os estados que lideraram o aumento e o panorama regional solicitado:
Tabela de Variação: Estados com Maior Impacto (ANP)
| Estado / Unidade | Variação (%) | Preço Médio (R$/L) | Situação Jurídica/Fiscal |
| Bahia (BA) | + 4,15% | **R$ 4,77** | Lidera Ranking de Alta |
| São Paulo (SP) | + 1,42% | R$ 4,28 | Maior Consumidor em Alta |
| Média Brasil | + 1,36% | R$ 4,48 | Pressão Inflacionária |
| Pernambuco (PE) | (em alta) | R$ 6,49* | Maior Preço Individual |
| Acre (AC) | (sem base) | R$ 5,99 | Maior Preço Médio |
O preço médio do etanol hidratado registrou alta em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal durante a última semana de dezembro de 2025.
A pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta uma pressão inflacionária nos postos de combustíveis de quase todo país.
Os motoristas que planejam viajar para as festas de final de ano encontraram valores reajustados nas bombas, reduzindo a vantagem competitiva do biocombustível em relação à gasolina.
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A variação ocorre em um momento de alta demanda, impulsionada pelo intenso fluxo de veículos nas principais rodovias federais e estaduais durante o período festivo.
Analistas do setor energético explicam que o período de entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul contribui diretamente para a menor oferta e consequente elevação dos preços.
O estado do Mato Grosso, tradicionalmente o maior produtor, também registrou oscilações que influenciaram a média nacional de preços coletada pelos técnicos da agência reguladora.
Impacto nos custos das viagens de fim de ano
O aumento repentino pegou muitos consumidores de surpresa, especialmente aqueles que utilizam o etanol como principal alternativa para economizar no trajeto de longa distância.
Em diversas capitais, o valor do litro já ultrapassa marcas registradas no início do semestre, forçando o cidadão a rever o orçamento destinado ao transporte e lazer.
A decisão de abastecer com álcool exige agora um cálculo mais preciso por parte do condutor, considerando a eficiência energética do veículo e os novos índices de preços registrados nas bombas.
Especialistas alertam que a paridade de preços entre o etanol e a gasolina deve ser observada com cautela antes de cada novo abastecimento nas rodovias.
Vale a pena abastecer com etanol agora?
A regra clássica de que o etanol deve custar até 70% do valor da gasolina para ser vantajoso está sendo testada em diversas regiões brasileiras.
Com as recentes altas, essa margem de economia tornou-se inexistente em estados do Sul e Sudeste, onde a gasolina voltou a ser a opção preferencial.
A recomendação técnica é que o motorista verifique o rendimento específico do seu motor, pois alguns veículos mantêm a eficiência mesmo com variações ligeiramente superiores.
É fundamental acompanhar as atualizações semanais para identificar quais redes de postos mantêm valores competitivos diante da estratégia de precificação adotada pelas distribuidoras neste encerramento de ciclo anual.
O cenário para os primeiros dias de 2026 ainda é de incerteza, dependendo diretamente da retomada da produção e da política de estoques das usinas sucroalcooleiras.
Até o momento, a orientação para o consumidor é priorizar o planejamento e realizar pesquisas de preço através de aplicativos oficiais disponíveis em dispositivos móveis.
A transparência nos dados fornecidos pela ANP permite que o cidadão identifique abusos e denuncie irregularidades nos preços praticados pelos estabelecimentos comerciais de sua região.
Análise Regional: Onde ainda compensa?
A paridade média nacional entre o etanol e a gasolina atingiu 72,03%. Na prática, isso significa que, para a maioria dos veículos, o combustível derivado da cana deixou de ser vantajoso financeiramente, já que o limite de eficiência é de 70%.
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Centro-Oeste: O Mato Grosso do Sul (MS) permanece como o porto seguro dos motoristas, mantendo estabilidade com o preço médio de R$ 4,00. É um dos poucos locais onde a paridade ainda favorece o etanol.
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Sudeste: Em São Paulo, o aumento de 1,42% pressionou o orçamento, mas o estado ainda figura entre os que possuem a paridade mais próxima do limite de 70%, junto com o Paraná.
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Nordeste: A Bahia sofre o maior golpe com a alta de 4,15%, reflexo da logística de distribuição e custos tributários locais. No sentido oposto, o Maranhão (-0,85%) foi um dos raros estados com queda.
Dica de Especialista: Para saber se compensa no seu estado, multiplique o preço da gasolina por 0,7. Se o resultado for maior que o preço do etanol, abasteça com álcool. Caso contrário, a gasolina é a escolha racional para o bolso neste réveillon.