Ibovespa atinge 176 mil pontos e renova recorde histórico

Principal índice da bolsa brasileira alcança máxima inédita de 176.217 pontos com forte entrada de dólar e otimismo do mercado financeiro internacional.

Letreiro dourado com o nome Bovespa fixado em uma grade de ferro preta na fachada do prédio da bolsa de valores em São Paulo.
Sinalização icônica da Bovespa na entrada principal do edifício no centro de São Paulo. (Fonte: Wilfredor / Wikimedia Commons/Domínio Público)

O Ibovespa renovou sua máxima histórica nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, ao superar o patamar inédito de 176 mil pontos. O principal índice da B3 registrou alta de 2,56% logo no início da tarde, atingindo exatamente 176.217 pontos.

A disparada acontece pelo terceiro dia consecutivo de recordes nominais. O mercado financeiro brasileiro reage com otimismo ao cenário externo conturbado e aos dados domésticos que favorecem a valorização de ativos.

Enquanto as bolsas internacionais enfrentam volatilidade, o Brasil se consolida como um porto seguro para o capital global. Investidores estrangeiros estão redirecionando recursos para o mercado latino-americano diante de tensões geopolíticas.

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A movimentação de hoje foi impulsionada por um forte fluxo de investidores de fora. Somente em janeiro de 2026, a entrada líquida de capital externo já ultrapassa a marca de R$ 7,3 bilhões.

Especialistas apontam que a busca por diversificação geográfica é o motor dessa alta. O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, gera incertezas comerciais que assustam os grandes fundos de investimento.

O cenário beneficia diretamente empresas ligadas a commodities e o setor bancário. As ações da Vale e do Itaú voltaram a registrar topos históricos, sustentando a força vendedora do índice nacional.

O fator político e o dólar

Além do cenário externo, o mercado interno monitora as movimentações políticas para as eleições presidenciais. Pesquisas recentes indicam uma disputa acirrada que agrada aos investidores, reduzindo o prêmio de risco do país.

O dólar comercial acompanhou a euforia da bolsa e registrou queda acentuada. A moeda americana recuou para a casa dos R$ 5,32, refletindo a abundância de moeda estrangeira entrando no sistema financeiro nacional.

De acordo com dados da B3, o volume de negociações atingiu níveis raramente vistos em um pregão comum de janeiro. A liquidez elevada permitiu que o índice rompesse várias resistências técnicas em poucas horas.

Perspectivas para os próximos dias

Analistas acreditam que o Ibovespa pode testar novos patamares se o cenário externo permanecer instável. A rentabilidade das empresas brasileiras, somada aos juros elevados, torna o país atrativo para o carry trade.

Apesar da euforia, o investidor deve manter cautela com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária. A Taxa Selic em patamares altos ainda é um desafio para o crescimento estrutural, mas serve como ímã para o capital rentista.

O desempenho acumulado da bolsa em 2026 já supera as previsões mais otimistas feitas no final do ano passado. O marco de 176 mil pontos coloca o Brasil no centro das atenções das agências de classificação de risco internacionais.

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