Ibovespa cai com Vale e bancos; dólar vai a R$ 5,56

Investidores reagem ao recuo em Nova York e à baixa liquidez de fim de ano, levando o principal índice da Bolsa brasileira ao campo negativo.

O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira em queda de 0,25%, fixando-se nos 160.490 pontos após forte pressão de ativos de peso. O movimento negativo foi liderado pelas ações da Vale e dos principais bancos brasileiros, que ignoraram a alta do minério de ferro.

No mercado de câmbio, o dólar registrou valorização de 0,44%, sendo cotado a R$ 5,5689 ao final do pregão no mercado à vista. O cenário de liquidez reduzida, típico do período de festas, amplificou a volatilidade nos preços dos ativos e dos contratos futuros.

A cautela dos investidores também foi alimentada pelo desempenho negativo das bolsas em Nova York, onde o Nasdaq e o S&P 500 recuaram. Consequentemente, o fluxo de capital estrangeiro mostrou sinais de moderação, impactando a cotação da moeda norte-americana frente ao real brasileiro.

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Os papéis da Vale cederam 1,37%, mesmo com o otimismo vindo da China em relação aos estímulos para o setor imobiliário e infraestrutura. Além disso, o setor bancário apresentou perdas expressivas, com Santander e BTG Pactual figurando entre as maiores baixas do índice B3.

Pressão do Setor Bancário e Commodities

A queda em bloco das instituições financeiras refletiu o ajuste de carteiras para o encerramento do ano fiscal de 2025 das gestoras. Entretanto, a Petrobras conseguiu sustentar uma alta modesta, impulsionada pelo avanço nos preços internacionais do petróleo Brent durante a sessão matinal.

O mercado doméstico também repercutiu os dados do Boletim Focus, que trouxe uma nova redução nas projeções para a inflação oficial deste ano. Nesse sentido, a mediana para o IPCA de 2025 caiu pela sétima vez consecutiva, situando-se agora no patamar de 4,32%.

Apesar do recuo pontual no dia, o Ibovespa acumula um ganho expressivo de 33,43% ao longo do ano de 2025 até o momento. Ademais, as notícias sobre investigações de fraudes em instituições financeiras locais geraram desconforto momentâneo entre os operadores do mercado de capitais.

É possível observar que a tendência de longo prazo permanece positiva para a renda variável brasileira conforme a declaração oficial de especialistas sobre a resiliência do índice. Portanto, o fechamento reflete mais uma realização técnica de lucros do que uma mudança nos fundamentos econômicos do país.

Cenário Externo e Câmbio em Alta

A valorização do dólar acompanhou o movimento global de fortalecimento da moeda frente a divisas de países emergentes nesta penúltima sessão do ano. Além disso, o Índice Geral de Preços-Mercado encerrou 2025 com deflação acumulada, o que pode aliviar o custo dos contratos de aluguel.

A expectativa agora gira em torno da divulgação da taxa de desemprego pelo IBGE, prevista para ser publicada na manhã desta terça-feira. Assim, a força do mercado de trabalho brasileiro será o próximo gatilho para o direcionamento das taxas de juros futuros na B3.

Investidores aguardam ainda a ata da última reunião do Federal Reserve, que poderá ditar o ritmo de cortes de juros nos Estados Unidos. Por fim, as projeções para 2026 indicam uma estabilidade na taxa Selic segundo dados oficiais que servem de base para o planejamento das empresas nacionais.

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