Petz-Cobasi: Zimerman vende ações e acelera fusão

O fundador da Petz negociou parte de sua fatia com controladores da Cobasi para viabilizar a conclusão da fusão marcada para janeiro de 2026.

Sergio Zimerman oficializou a redução de sua participação acionária na Petz nesta terça-feira após vender papéis para fundos ligados à Cobasi. A transação envolve os fundos Kinea FIP V e Tefra que agora passam a deter 16,33% do capital total da companhia.

Esse ajuste societário ocorre no momento mais decisivo da história das duas maiores varejistas de produtos animais do país.

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A movimentação de Zimerman reduz sua exposição total no capital da Petz para aproximadamente 41% segundo os comunicados oficiais. O mercado financeiro interpreta a venda como um passo fundamental para garantir a governança previsível antes da integração final das operações.

Os acionistas aprovaram a fusão previamente e agora aguardam apenas o rito de fechamento previsto para o dia 2 de janeiro. A nova companhia combinada já possui aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para operar como uma única entidade.

O novo ticker AUAU3 e a governança

A partir de 5 de janeiro as ações da Petz deixam de existir na Bolsa de Valores sob o código PETZ3. O novo gigante do setor passará a negociar seus papéis utilizando o ticker AUAU3 refletindo a união das marcas.

Paulo Nassar assumirá o cargo de CEO do Grupo Petz Cobasi enquanto Sergio Zimerman presidirá o conselho de administração. A estrutura administrativa busca equilibrar a experiência operacional da Cobasi com a visão estratégica de mercado da Petz.

Os investidores acompanham de perto a captura de sinergias que podem elevar o lucro da nova empresa em até 25%. O processo de integração total das lojas e sistemas deve durar cerca de três anos conforme as projeções dos analistas.

Restrições do Cade e mercado pet

O Cade impôs restrições importantes para autorizar a operação visando manter a livre concorrência em praças específicas do país. As redes precisam vender obrigatoriamente 26 unidades localizadas no estado de São Paulo para evitar a concentração excessiva de mercado.

Essas lojas representam uma pequena fatia do faturamento total mas garantem que outros players possam disputar o consumidor paulista. A estratégia de expansão digital segue como prioridade absoluta para enfrentar a concorrência crescente de plataformas como a Petlove.

É possível notar que o mercado brasileiro de pets registrou um amadurecimento acelerado desde o período da pandemia. O novo grupo nasce com uma receita bruta estimada em R$ 7 bilhões e uma rede física superior a 480 lojas.

Os consumidores devem observar mudanças graduais no portfólio de produtos e nas políticas de fidelidade oferecidas pelas duas bandeiras. A unificação das bases acionárias encerra um ciclo de disputa direta e inicia uma fase de cooperação logística sem precedentes no varejo.

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