A Polícia Metropolitana de Londres anunciou o indiciamento do comediante Russell Brand por novos crimes sexuais nesta terça-feira (23). O caso envolve duas novas mulheres.
As autoridades britânicas autorizaram as queixas após uma longa investigação conduzida por detetives da unidade especializada em crimes graves. O ator enfrenta acusações formais de estupro.
Adicionalmente, os registros policiais indicam a ocorrência de uma agressão sexual no mesmo período. Os novos fatos teriam acontecido no ano de 2009 na Inglaterra.
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Russell Brand deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster no dia 20 de janeiro de 2026. A audiência tratará especificamente desses novos episódios denunciados recentemente.
Enquanto isso, a defesa do artista mantém a negativa sobre qualquer ato não consensual. O comediante afirma que suas relações passadas sempre ocorreram com a concordância das partes.
Detalhes das novas investigações policiais
A Crown Prosecution Service (CPS) detalhou que o primeiro crime de estupro teria ocorrido entre fevereiro e março de 2009. A vítima não teve o nome revelado.
Posteriormente, a polícia identificou um segundo caso de agressão sexual ocorrido entre agosto e dezembro de 2009. Essa denúncia envolve uma mulher diferente da primeira acusação atual.
Dessa forma, os investigadores da Scotland Yard ampliaram o cerco contra o influenciador. Eles buscam esclarecer a conduta de Brand durante o auge de sua fama televisiva.
O detetive chefe Tariq Farooqi lidera o inquérito e reforça o apoio às denunciantes. Ele afirma que a equipe continua aberta a receber novos relatos de possíveis vítimas.
Por outro lado, o julgamento anterior de Brand já possui data marcada para junho de 2026. Esse processo original refere-se a denúncias feitas por outras quatro mulheres diferentes.
Histórico jurídico e posicionamento do ator
Russell Brand ganhou notoriedade mundial como ator de Hollywood e apresentador. No entanto, sua carreira sofreu um forte abalo após as primeiras denúncias em 2023.
As investigações iniciais cobrem fatos ocorridos entre 1999 e 2005. O ator alega que era uma pessoa promíscua no passado, mas nega veementemente qualquer crime sexual grave.
Recentemente, ele utilizou suas redes sociais para se defender publicamente das acusações. Ele declarou que está vivendo sob novos preceitos religiosos e que provará sua total inocência.
Contudo, as novas evidências coletadas pela promotoria britânica sustentam a necessidade de um novo processo judicial. O órgão afirma que há segurança jurídica no indiciamento realizado nesta terça-feira.
O sistema de justiça do Reino Unido impõe restrições severas à divulgação de nomes de vítimas. Portanto, os detalhes biográficos das denunciantes permanecerão sob sigilo durante todo o rito judicial.
Consequentemente, o impacto na imagem pública de Brand cresce à medida que o número de acusações formais aumenta nos tribunais ingleses. O caso segue em monitoramento prioritário pela imprensa mundial.
Portanto, o desfecho dessas novas queixas dependerá da análise das provas materiais e dos testemunhos. A audiência de janeiro será o primeiro passo desse novo capítulo jurídico complexo.
