O Clube de Regatas Vasco da Gama vive um feriado de Natal histórico com o avanço significativo nas tratativas para a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol. O nome da vez é o empresário Marco Faria Lamacchia, herdeiro direto de José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa. O investidor já assinou um acordo de confidencialidade (NDA) e teve acesso aos documentos detalhados sobre a atual situação financeira do Gigante da Colina.
As conversas lideradas pelo presidente Pedrinho indicam que o negócio pode envolver a aquisição de 70% a 90% das ações da SAF vascaína. O plano de investimentos apresentado por Lamacchia prevê o aporte de mais de R$ 2 bilhões em um ciclo de cinco anos. Esse montante seria destinado à quitação de dívidas imediatas, modernização de infraestrutura e contratação de atletas de alto nível para as próximas temporadas.
A diretoria do Vasco busca um parceiro que garanta estabilidade institucional após a retomada do controle jurídico que retirou a 777 Partners do comando. Pedrinho vem reestruturando diversas áreas internas do clube para tornar o produto “Vasco” mais atraente e seguro para investidores de grande porte. A expectativa é que um memorando de entendimento seja assinado oficialmente entre as partes nas próximas semanas de dezembro.
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Marco Lamacchia possui uma trajetória consolidada no mercado financeiro e fundou a gestora Blue Star em 2011, além de ser sócio estatutário da Crefisa. O empresário vê no clube carioca uma potência mundial adormecida com enorme potencial de engajamento e geração de novas receitas digitais. Ele acompanha de perto a situação jurídica do Vasco desde o início dos litígios que marcaram o ano de 2024 e 2025.
O fim do conflito de interesses no futebol
Um dos pontos fundamentais para o avanço da negociação foi a análise jurídica sobre a presidência de Leila Pereira no Palmeiras. Como o comprador será Marco Lamacchia de forma individual através de seu grupo de investimentos, as travas regulamentares que impediam o aporte da Crefisa são contornadas. Isso permite que a família Lamacchia expanda sua influência no esporte nacional sem ferir o estatuto de outras agremiações onde já atuam. Segundo dados oficiais sobre o setor, a transação é vista como a solução definitiva para o endividamento histórico que assombra São Januário.
O modelo de negócio proposto reserva uma porcentagem estratégica para a associação, garantindo que o clube social mantenha poder de veto em questões de identidade. Pedrinho defende que o Vasco não pode mais operar sob o risco de gestões aventureiras que coloquem em xeque o patrimônio imaterial da instituição. A chegada de Lamacchia representa a união entre a paixão de uma torcida de massa e a gestão técnica de um grupo financeiro bilionário.
Transformação técnica e infraestrutura bilionária
A projeção de investimento na ordem de R$ 2 bilhões deve colocar o Vasco entre as três maiores folhas salariais do continente a partir de 2026. Além do futebol profissional, o novo controlador pretende revitalizar o complexo de São Januário e acelerar as obras do centro de treinamento. Conforme a declaração de lideranças, o foco inicial será garantir a permanência de talentos da base e a vinda de reforços que elevem o nível competitivo.
O mercado da bola já reage aos rumores com empresários e agentes buscando informações sobre o novo ciclo que se inicia no Rio de Janeiro. O torcedor vascaíno, que viveu meses de incerteza, agora aguarda o anúncio oficial para celebrar o que pode ser o maior contrato da história da SAF no Brasil. O portal seguirá acompanhando cada passo desta transação que promete redefinir o futuro do futebol brasileiro nas próximas décadas.