O empresário conhecido como “Gaúcho”, proprietário de uma churrascaria no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus, é oficialmente um foragido da justiça. Na noite desta sexta-feira (26), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) acolheu o pedido da Polícia Civil e expediu o mandado de prisão preventiva pelo assassinato do borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 44 anos.
O crime, que chocou a cidade, ocorreu em plena celebração de Natal. De acordo com investigações preliminares da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a motivação teria sido uma discussão banal: o empresário teria se irritado com Sidney por ele supostamente ter “sujado” a calçada da churrascaria enquanto realizava um serviço de borracharia.
Testemunhas relataram que o agressor sacou uma arma e efetuou disparos à queima-roupa contra Sidney, que não teve chance de defesa. Apesar da defesa do empresário ter sinalizado inicialmente uma apresentação espontânea, ele não compareceu à delegacia e seu paradeiro atual é desconhecido.
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Buscas e Mobilização Policial
Equipes da DEHS realizaram diligências durante toda a madrugada em endereços ligados ao suspeito, incluindo seu estabelecimento comercial e residências de familiares, porém sem sucesso na captura. A polícia agora monitora possíveis rotas de fuga para outros estados.
“Estamos diante de um crime bárbaro motivado por futilidade extrema. O mandado está nas mãos de nossos agentes e não pararemos até que o autor seja entregue à Justiça”, afirmou um dos investigadores responsáveis pelo caso.
Consequentemente, a pressão popular tem aumentado. Na manhã deste sábado (27), familiares e amigos de Sidney realizaram um protesto silencioso em frente ao local do crime, pedindo que as autoridades não permitam que o caso caia no esquecimento. Sidney era conhecido na região por ser um trabalhador dedicado e pai de família.
Perfil do Suspeito e Penalidades
“Gaúcho”, como é popularmente chamado na zona centro-sul de Manaus, pode responder por homicídio qualificado por motivo fútil, crime que prevê penas severas de reclusão. Segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública, o uso de câmeras de monitoramento da área está sendo essencial para traçar o caminho feito pelo empresário após os disparos.