Um avião monomotor de pequeno porte caiu nas águas da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, mobilizando dezenas de militares.
O acidente aconteceu na tarde deste sábado, 27 de dezembro, nas proximidades do Posto 3, área de grande concentração de banhistas nesta época.
O avião caiu no mar! Caralho, que loucura pic.twitter.com/SLT7EndKLG
— Pedro Certezas (@pedrocertezas) December 27, 2025
A aeronave realizava um voo publicitário e carregava uma faixa de propaganda no momento em que perdeu sustentação e atingiu o mar diretamente.
Testemunhas que estavam na areia relataram ter ouvido um barulho forte antes do impacto, seguido pelo rápido afundamento da fuselagem no oceano.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente por volta das 12h34 para realizar as buscas, utilizando motos aquáticas, drones e apoio aéreo intensivo.
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A operação de resgate contou com cerca de 30 militares e o uso de sonar para localizar os destroços no fundo do mar carioca.
Infelizmente, o corpo do piloto foi encontrado sem vida cerca de duas horas após o início dos trabalhos e encaminhado ao Instituto Médico Legal.
A vítima tinha aproximadamente 40 anos e era o único ocupante do aparelho, que havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá para a missão.
Irregularidades e falhas técnicas sob investigação
A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que a empresa proprietária da aeronave não possuía autorização específica para realizar a publicidade naquele dia.
O subprefeito da Zona Sul informou que o profissional estava realizando seu primeiro voo operacional naquele modelo específico de aeronave de pequeno porte.
Esta informação traz um componente crítico para as investigações, sugerindo uma possível falta de adaptação técnica do piloto às condições do voo.
A empresa responsável pela aeronave será autuada por publicidade irregular, uma vez que cada campanha exige uma permissão individual dos órgãos competentes.
Investigação e perícia aeronáutica
Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já foram acionados para periciar os destroços e apurar as causas reais.
A Polícia Civil também abriu um inquérito para analisar se houve negligência ou falha mecânica determinante para a tragédia ocorrida em plena orla.
Especialistas em aviação indicam que uma pane seca ou falha no motor são hipóteses fortes devido à forma como a aeronave perdeu altitude rapidamente.
Segundo dados oficiais colhidos no local, a aeronave estava com sua documentação de aeronavegabilidade em dia perante a Agência Nacional de Aviação Civil.
Os destroços do monomotor foram retirados do mar na manhã deste domingo para serem analisados detalhadamente pelos técnicos em segurança de voo especializados.
Impacto na rotina de Copacabana
A queda ocorreu a poucos metros do palco principal montado para as festas de Réveillon, o que causou pânico momentâneo entre os turistas.
O Rio de Janeiro enfrenta uma forte onda de calor, o que explica a grande quantidade de pessoas que presenciaram o acidente da areia.
As buscas foram encerradas após a confirmação de que não havia outros passageiros ou tripulantes desaparecidos sob as águas da praia mais famosa.
A prática de voos com faixas é tradicional na cidade, mas acidentes dessa natureza reacendem o debate sobre a segurança desse tipo de operação.
Conforme a declaração de banhistas que filmaram o momento exato, o avião parecia tentar uma manobra de emergência antes de bicar as águas violentamente.
A família do piloto aguarda a liberação do corpo e as autoridades prometem celeridade na entrega do laudo técnico sobre as condições do motor.
Este é o segundo incidente envolvendo aeronaves de pequeno porte no estado em menos de um mês, aumentando a pressão sobre a fiscalização aérea.
O portal seguirá acompanhando cada passo da perícia para informar se houve erro humano ou falha estrutural neste triste episódio de fim de ano.