PCDF prende técnicos por injeção letal em pacientes no DF

Investigação da Polícia Civil revela mortes deliberadas em hospital de Taguatinga. Profissionais usavam medicação indevida para provocar paradas cardíacas em vítimas indefesas na UTI.

A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou a prisão de três técnicos de enfermagem acusados de homicídio qualificado. Os crimes ocorreram dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Taguatinga.

Segundo as investigações da Operação Anúbis, o grupo agia de forma coordenada para tirar a vida de pacientes debilitados. O principal suspeito, de 24 anos, utilizava acessos médicos para prescrever substâncias letais sem autorização.

O criminoso aplicava o composto químico diretamente na veia das vítimas para causar paradas cardíacas imediatas. Imagens de segurança e prontuários médicos adulterados serviram como provas fundamentais para a decretação das prisões temporárias.

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Um dos episódios mais cruéis envolveu a aplicação de desinfetante na corrente sanguínea de uma paciente idosa. O delegado Wisllei Salomão afirmou que o técnico injetou o produto de limpeza mais de dez vezes.

As duas técnicas detidas são acusadas de conivência e auxílio material durante os atos criminosos na unidade de saúde. Elas observavam as aplicações e ajudavam a buscar os medicamentos indevidos na farmácia hospitalar.

Provas e vítimas identificadas

As vítimas confirmadas pela polícia são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. O hospital identificou as atípicas circunstâncias e colaborou com o fornecimento dos dados à PCDF.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF) acompanha o caso e deve abrir processos éticos para a cassação definitiva do registro profissional dos envolvidos. A segurança dos pacientes em UTIs particulares agora está sob forte escrutínio público e judicial.

A polícia civil investiga se o grupo cometeu crimes semelhantes em outros hospitais onde trabalharam anteriormente. Celulares e computadores foram apreendidos para identificar a motivação real por trás dos assassinatos em série.

O crime de homicídio qualificado prevê penas que podem ultrapassar 30 anos de reclusão para cada morte confirmada. A sociedade brasiliense exige respostas rápidas sobre a fiscalização hospitalar e a segurança de pacientes internados.

O Hospital Anchieta emitiu nota oficial afirmando que os funcionários foram demitidos sumariamente após a descoberta dos fatos. A instituição reforçou que possui protocolos de segurança, mas que os suspeitos agiram com dolo para burlar os sistemas internos.

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