A Polícia Militar do Piauí prendeu o vereador Josivan Lucas de Barros (PT) na noite de sábado. O caso ocorreu em São Francisco de Assis.
O parlamentar, conhecido como Professor Josivan, enfrentou os agentes durante uma ocorrência. A equipe solicitou o desligamento de um aparelho de som automotivo.
De acordo com o relatório policial, o vereador inicialmente se recusou a obedecer. Minhas fontes confirmam que o clima esquentou após a primeira abordagem.
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Momentos depois, o político reencontrou a guarnição e iniciou uma série de ataques verbais. Ele questionou se estava sendo monitorado pelos oficiais naquela noite.
A situação piorou quando Josivan acusou os policiais militares de receberem propina. O vereador repetiu a grave acusação por pelo menos duas vezes seguidas.
Diante do ataque à honra da corporação, os militares deram voz de prisão. O político reagiu de forma agressiva e tentou impedir o procedimento policial.
Ameaça de transferência e abuso de autoridade
Durante a confusão, o vereador afirmou que poderia agir como quisesse. Ele utilizou o mandato parlamentar para tentar intimidar a equipe que estava trabalhando.
Em tom exaltado, o político declarou que providenciaria a transferência dos agentes. Ele garantiu possuir influência suficiente para retirá-los da cidade imediatamente.
A resistência física do parlamentar exigiu o uso progressivo da força. Os policiais precisaram utilizar algemas para garantir a segurança de todos os envolvidos.
O vereador apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da prisão. A conduta foi registrada em vídeo por populares que acompanhavam a movimentação na rua.
Encaminhamento judicial e nota oficial do PT
Após ser contido, Josivan Barros foi levado para a cidade vizinha. O destino foi a Unidade Integrada de Segurança Pública de Simplício Mendes.
Lá, o delegado de plantão oficializou o flagrante pelos crimes de desacato. O processo segue agora para análise da justiça estadual nos próximos dias.
O Partido dos Trabalhadores no Piauí já se manifestou sobre o ocorrido. A direção estadual informou que não concorda com nenhum tipo de desacato.
Contudo, a segurança jurídica da prisão foi mantida devido aos depoimentos colhidos no local. A conduta do parlamentar será avaliada pela Comissão de Ética da Câmara.
Especialistas afirmam que o abuso de autoridade nestes casos pode levar à cassação. O clamor popular por punição rigorosa cresce nas redes sociais piauienses.
Até o fechamento desta edição, a defesa do vereador não enviou resposta. O espaço permanece aberto para que o parlamentar apresente sua versão dos fatos.