As equipes de resgate intensificaram as buscas por Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, que está desaparecido desde a manhã de 1º de janeiro no Pico Paraná. O jovem subiu a montanha na noite de Réveillon para acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026, mas não retornou da trilha.
Segundo testemunhas e o Corpo de Bombeiros, Roberto estava acompanhado de uma amiga. Durante a subida, ele apresentou sinais de fraqueza e episódios de vômito. Outros montanhistas que passavam pelo local ofereceram água e alimentos, ajudando o jovem a atingir o cume por volta das 4h da madrugada.
A situação tornou-se crítica durante a descida. Roberto acabou ficando para trás do grupo principal e da amiga. Ao chegar ao acampamento base, a acompanhante percebeu que o jovem não havia chegado, o que motivou o acionamento imediato das autoridades de segurança.
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O Corpo de Bombeiros mobilizou helicópteros equipados com câmeras térmicas e drones para sobrevoar a região de mata fechada e paredões íngremes. Mais de 20 profissionais, incluindo especialistas do grupo GHOST, realizam varreduras terrestres em locais de difícil acesso, como fendas e encostas próximas aos acampamentos A1 e A2.
Perfil do jovem e restrições no parque
Roberto Farias Tomaz possui formação técnica em segurança do trabalho e atua como bombeiro civil e socorrista. Apesar do conhecimento técnico, relatos indicam que ele não portava equipamentos adequados para pernoite severa na montanha e que seus pertences pessoais, como celular e carteira, ficaram com a amiga.
Dessa forma, a administração do Parque Estadual Pico Paraná decidiu restringir o acesso de visitantes aos morros Caratuva, Itapiroca e ao próprio Pico Paraná. A medida visa garantir que a movimentação de turistas não interfira no trabalho dos cães farejadores e nas operações de resgate em áreas críticas.
Mistério e mobilização nas redes
A família do jovem criou perfis nas redes sociais para centralizar informações e solicitar o apoio de montanhistas voluntários experientes. O caso ganhou repercussão nacional após Mariana Marins, irmã de uma montanhista falecida na Indonésia, fazer um apelo para que ninguém seja deixado sozinho em trilhas.
Até o momento, a Polícia Civil mantém o inquérito aberto para ouvir testemunhas, incluindo a jovem que o acompanhava. Portanto, o foco total permanece na localização de vestígios em meio à geografia acidentada da maior montanha do Sul do país, enquanto as buscas entram em uma fase decisiva.