Porto de Galinhas: Denúncias de coação e agressões

Além do espancamento de empresários mato-grossenses, novos vídeos expõem rotina de ameaças e falta de policiamento no principal destino turístico de Pernambuco.

A tranquilidade em Porto de Galinhas deu lugar ao medo neste final de ano. Turistas denunciam uma rede de coação e extorsão operada por comerciantes locais.

O caso mais grave ocorreu no último sábado, dia 27 de dezembro. Um casal de empresários de Cuiabá sofreu um espancamento brutal na areia.

Johnny Andrade e Cleiton Zanatta relataram momentos de pânico absoluto. Eles afirmam que foram atacados por aproximadamente 30 pessoas após recusarem cobranças abusivas.

Leia Também: Urgente: Moraes ordena prisão domiciliar e tornozeleira para núcleos de investigação

Novos relatos surgiram nas redes sociais nas últimas 48 horas. Visitantes utilizam perfis de monitoramento local para expor ameaças constantes sofridas por quem não consome.

Vídeos mostram barraqueiros cercando famílias e exigindo pagamentos inflacionados. O valor do aluguel de cadeiras saltou de 50 para 80 reais sem aviso.

A tática de intimidação parece ser uma prática recorrente no balneário. Frequentadores afirmam que o “cartel da areia” domina os melhores pontos de visitação.

O “Cartel” da Areia e a Falta de Estrutura

Turistas que visitaram a praia recentemente descrevem um cenário de exploração. Segundo os relatos, os comerciantes agem com agressividade física e verbal imediata.

As vítimas do ataque de sábado denunciaram a falta de equipamentos básicos. O hospital local não possuía aparelhos de raio-X para atender os feridos.

A situação forçou a transferência dos empresários para uma unidade em Ipojuca. Eles relataram que precisaram pagar o transporte do próprio bolso por falta de ambulâncias.

Conforme a análise de especialistas em turismo, o problema é estrutural. A ausência do Estado permitiu que grupos organizados passassem a controlar a economia da praia.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, classificou o episódio como um crime grave. Ela garantiu que a gestão estadual não tolerará a violência contra visitantes.

De acordo com dados oficiais, 14 suspeitos já foram identificados pelas forças de segurança. A polícia utiliza imagens de câmeras de segurança e vídeos de celulares para o inquérito.

Resposta das Autoridades e Insegurança Jurídica

A prefeitura de Ipojuca emitiu uma nota de repúdio após a repercussão nacional. A gestão prometeu intensificar o recadastramento de todos os trabalhadores que atuam na orla.

Entretanto, advogados das vítimas apontam que o Estado pode responder por omissão. Eles afirmam que a falta de policiamento ostensivo facilitou a ocorrência do linchamento.

O setor hoteleiro manifesta preocupação com o impacto na imagem do destino. Porto de Galinhas é o quarto maior polo turístico do território brasileiro.

A segurança pública em Pernambuco enfrenta críticas severas de moradores e turistas. O governo reforçou o policiamento com o Batalhão de Policiamento Turístico nesta segunda-feira.

Os empresários agredidos afirmaram que pretendem processar civilmente os responsáveis e o município. Eles relatam que o trauma psicológico impedirá qualquer retorno ao balneário.

Novos depoimentos indicam que a coação ocorre principalmente contra grupos menores. Barraqueiros utilizam a superioridade numérica para forçar o pagamento de taxas de serviço inexistentes.

Segundo informações da imprensa, salva-vidas foram os únicos a intervir para evitar uma tragédia maior. Eles usaram veículos oficiais para retirar as vítimas cercadas pela multidão enfurecida.

A investigação prossegue para identificar se há envolvimento de milícias locais. A população exige que a fiscalização seja permanente e não apenas reativa após incidentes.

As autoridades orientam que qualquer vítima de extorsão ligue imediatamente para o 190. O registro da ocorrência é fundamental para o mapeamento das áreas de maior risco.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários