A Escola de Educação Infantil Rafa Kids, localizada em Alvorada, teve suas atividades suspensas preventivamente nesta segunda-feira (15). A medida ocorreu após o Conselho Tutelar receber denúncias de administração irregular de medicamentos em crianças.
Pais de alunos registraram ocorrências na Polícia Civil após obterem capturas de tela de conversas entre colaboradoras da instituição. As mensagens sugerem que substâncias eram usadas para acalmar os bebês e crianças pequenas durante o período escolar.
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A Delegacia da Mulher de Alvorada conduz o inquérito para apurar possíveis crimes de maus-tratos e perigo à saúde. Agentes vistoriaram o local e confirmaram a ausência de alvará de saúde e de nutricionista responsável.
Irregularidades estruturais e falta de segurança jurídica
O Conselho Tutelar solicitou à prefeitura de Alvorada a interdição oficial do estabelecimento após constatar condições inadequadas. A fiscalização apontou que o prédio não possuía responsável técnico habilitado para atuar com educação infantil.
A investigação da Polícia Civil foca agora na identificação de quais medicamentos eram ministrados sem prescrição médica. Testemunhos indicam que a prática visava manter as crianças dopadas para facilitar o trabalho das monitoras.
O escritório de advocacia que representa a unidade emitiu nota oficial nesta terça-feira (16) negando as acusações. A defesa afirma que a escola segue rigorosamente as normas sanitárias vigentes e confia no esclarecimento dos fatos.
Resposta das autoridades e proteção aos menores
A prefeitura de Alvorada iniciou o processo de cassação do registro de funcionamento da creche particular. O Ministério Público acompanha o caso para garantir a assistência psicológica necessária às famílias afetadas pelas suspeitas.
Pais relataram mudanças súbitas de comportamento e sonolência excessiva nos filhos ao retornarem da escola. A polícia orienta que outros responsáveis que notaram sinais de dopagem procurem a delegacia para prestar depoimento.
O fechamento preventivo deve durar até o encerramento da perícia técnica e dos interrogatórios das funcionárias envolvidas. Casos de maus-tratos em creches têm gerado mobilização das autoridades por fiscalizações mais rígidas em todo o Rio Grande do Sul.