STM divulga inquérito e nega caso “ET de Varginha”

Justiça Militar disponibiliza documentos que classificam aparição em Minas Gerais como fruto de engano e boatos, descartando qualquer operação secreta do Exército.

O Superior Tribunal Militar (STM) tornou público nesta semana o Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou o célebre episódio do “ET de Varginha”. A decisão ocorre no momento em que o caso completa 30 anos, trazendo à tona a versão oficial das Forças Armadas sobre os eventos de 1996.

Segundo os documentos liberados, a investigação concluiu que não houve qualquer operação militar secreta ou participação de integrantes do Exército na captura de seres extraterrestres. O tribunal reforçou que o compromisso com a transparência motivou a disponibilização integral dos autos para o público.

A apuração oficial aponta que o fenômeno foi, na verdade, resultado de uma sucessão de enganos e boatos que ganharam escala nacional. O relatório final do inquérito, instaurado originalmente em 1997, já indicava a inexistência de indícios que sustentassem as teorias ufológicas na região mineira.

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A justiça militar esclareceu que a movimentação de caminhões do Exército na época estava ligada a manutenções rotineiras e não ao transporte de criaturas não identificadas. O documento detalha depoimentos de militares que negaram qualquer contato com objetos voadores não identificados ou seres biológicos anômalos.

O acesso público aos autos permite agora que pesquisadores e cidadãos confrontem as narrativas populares com os registros documentais da época. O STM enfatizou que a divulgação visa encerrar especulações que comprometem a imagem institucional das Forças Armadas brasileiras diante de fatos sem comprovação científica.

Conclusões do Inquérito Policial Militar

O relatório do IPM destaca que a confusão pode ter sido causada pela presença de um cidadão local com deficiências físicas e mentais, que foi confundido com uma criatura por testemunhas oculares. Esse detalhe técnico consta na análise de comportamento e nos depoimentos colhidos durante a fase de instrução do processo.

A análise jurídica ressalta que o inquérito seguiu todos os ritos processuais e que o arquivamento foi fundamentado na total ausência de provas materiais de ilícitos ou de eventos sobrenaturais. A disponibilização dos dados no site oficial do STM marca um passo importante para a memória histórica do Judiciário Militar.

Impacto na Comunidade Ufológica

Embora o tribunal tenha encerrado o caso sob a ótica legal, entusiastas da ufologia ainda questionam a abrangência das investigações. Para o STM, entretanto, a verdade dos fatos está devidamente documentada e agora protegida pelo princípio da publicidade, evitando que novas distorções sejam propagadas como verdades absolutas.

A transparência dos dados é vista por analistas como uma forma de modernizar a relação das Forças Armadas com a sociedade civil. Ao expor os erros de interpretação do passado, o tribunal busca fortalecer a confiança nas instituições democráticas e na veracidade das informações oficiais fornecidas ao cidadão.

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