Um ataque coordenado por cerca de 12 homens armados deixou nove mortos e dez feridos em um bar na região de Bekkersdal, África do Sul. O crime ocorreu por volta de 1h da madrugada deste domingo (21) no subúrbio de Joanesburgo. Os atiradores chegaram ao local em dois veículos e abriram fogo de forma indiscriminada contra os frequentadores.
A polícia confirmou que os criminosos utilizaram fuzis AK-47 e pistolas de nove milímetros durante a execução. Os suspeitos dispararam contra clientes dentro do bar e continuaram atirando nas ruas durante a fuga. Um motorista de aplicativo que estava do lado de fora do estabelecimento morreu no local. As vítimas feridas foram levadas às pressas para hospitais próximos em estado grave.
O comissário de polícia de Gauteng, Fred Kekana, informou que os atiradores também roubaram pertences das vítimas após os disparos. Portanto, a investigação trabalha com a hipótese de latrocínio seguido de fuzilamento aleatório. Até o momento, a motivação exata do massacre permanece desconhecida para as autoridades. Bekkersdal é uma zona de mineração de ouro marcada pela alta criminalidade.
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A África do Sul enfrenta uma onda de violência extrema com médias que superam 70 assassinatos por dia. Além disso, o país registrou outro ataque em bar clandestino há apenas duas semanas. Aquele incidente resultou na morte de 12 pessoas, incluindo três crianças, na região de Pretória. A recorrência desses crimes coloca o sistema de segurança em alerta máximo.
A unidade de Investigação de Crimes Graves e Violentos lidera agora uma operação de rastreamento massiva. Os agentes buscam identificar o paradeiro da kombi branca e do sedã prata utilizados pelos assassinos. Por outro lado, o governo sul-africano sofre pressão para endurecer o controle de armas ilegais. O uso de armamento de guerra em bairros periféricos tornou-se um desafio cotidiano.
Pânico em Joanesburgo e crise de segurança
Moradores da região de Tambo relataram cenas de horror durante o tiroteio que durou vários minutos. As testemunhas afirmam que os atiradores usavam balaclavas para esconder o rosto durante a ação criminosa. Assim sendo, a perícia trabalha na coleta de impressões digitais e estojos de munição no estabelecimento. O bar atingido possuía licença regular de funcionamento, segundo a polícia.
A criminalidade no país atingiu o maior patamar em 20 anos durante o último levantamento oficial. O conforme a declaração do departamento de segurança, o reforço policial nas áreas de mineração não conteve o avanço de redes organizadas. Este novo massacre acentua o isolamento de comunidades empobrecidas frente ao poder de fogo dos criminosos.
Caçada aos atiradores e luto nacional
O governo da província de Gauteng classificou o incidente como um ato de barbárie inaceitável. Equipes de inteligência cruzam dados de câmeras de segurança de rotas de fuga em direção a Joanesburgo. Além do mais, as autoridades pediram que qualquer cidadão com informações sobre os veículos procure a delegacia mais próxima. A identidade das vítimas fatais será revelada apenas após a notificação das famílias.
O clima de insegurança afeta diretamente o comércio noturno e o turismo nas principais cidades do país. Segundo os dados de autoridades internacionais, a África do Sul figura entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025. A população aguarda respostas rápidas para evitar que novos estabelecimentos sejam alvos de atiradores impunes. A operação policial de busca deve prosseguir por tempo indeterminado nas fronteiras da província.