A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou na manhã deste sábado que o país entrou em estado de mobilização permanente. A medida responde diretamente à ofensiva militar deflagrada pelos Estados Unidos durante a madrugada. Segundo o pronunciamento oficial, todas as forças cívico-militares devem ocupar postos estratégicos para garantir a soberania nacional.
O governo venezuelano exige que a gestão de Donald Trump apresente uma prova de vida de Nicolás Maduro. O líder chavista teria sido capturado em uma operação de elite e levado para fora do território venezuelano. Delcy Rodríguez classificou a ação como uma agressão brutal e ilegal que viola todos os tratados internacionais de paz.
Explosões atingiram diversos pontos de Caracas e estados vizinhos como Aragua e La Guaira. O sistema de defesa aérea da capital venezuelana reagiu aos ataques, mas há relatos de danos severos em infraestruturas portuárias e bases militares. Portanto, a ordem de mobilização foca na integração entre o Exército e as milícias populares organizadas.
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A instabilidade em solo vizinho gera preocupação imediata no Palácio do Planalto. O governo brasileiro monitora a fronteira em Roraima para evitar conflitos diretos ou uma onda migratória descontrolada. Contudo, a prioridade de Caracas no momento é restabelecer a cadeia de comando interna enquanto o paradeiro de Maduro permanece uma incógnita internacional.
Estratégia de resistência cívico-militar
A vice-presidente enfatizou que o legado de Simón Bolívar guiará a resistência do povo venezuelano. Além disso, ela convocou os cidadãos a ocuparem as ruas em defesa da independência administrativa do país. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, também recebeu ordens para manter a prontidão máxima de todas as unidades das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas.
A situação em Caracas é descrita como tensa, com o espaço aéreo totalmente fechado para voos comerciais. Entretanto, o governo sustenta que as instituições continuam funcionando sob a liderança da vice-presidência. A prioridade absoluta é a defesa territorial contra o que chamam de guerra colonial pelo controle das reservas de petróleo.
Vários países da região já se manifestaram sobre o conflito armado em solo sul-americano. Organizações internacionais pedem cautela para evitar um derramamento de sangue em larga escala em áreas urbanas densamente povoadas. De acordo com a declaração oficial de órgãos internacionais, o cenário exige mediação urgente para evitar uma escalada que atinja todo o continente.
Consequências para a ordem regional
O impacto da captura de um chefe de Estado em exercício altera completamente o equilíbrio de poder na América Latina. Especialistas em geopolítica acreditam que a transição de poder na Venezuela será marcada por extrema violência se não houver um acordo de custódia. Por esse motivo, a comunidade internacional observa cada movimento das tropas em solo venezuelano.
A mobilização das milícias pode gerar um cenário de guerrilha urbana prolongada nas principais cidades do país. Além disso, há dúvidas sobre a legitimidade da linha sucessória em um contexto de intervenção estrangeira direta. O Brasil reforçou o patrulhamento na linha de fronteira para garantir a segurança nacional e a integridade do território roraimense.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro deve emitir uma nota oficial nas próximas horas detalhando a posição diplomática do país. Enquanto isso, o clima na fronteira permanece de vigilância absoluta, com o Exército Brasileiro em prontidão para qualquer eventualidade decorrente da crise vizinha.
