O ministro do Interior da Venezuela Diosdado Cabello declarou nesta sexta-feira que as forças policiais estão preparadas para enfrentar qualquer ameaça externa imediata.
A fala ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Caracas e Washington após o anúncio oficial de um bloqueio naval total.
Cabello enfatizou que o controle interno do país permanece absoluto e que as unidades de inteligência monitoram possíveis infiltrações em solo venezuelano.
Leia Também: EUA decretam bloqueio total, “Nenhum barril sairá da Venezuela”
O governo Maduro intensificou a presença de agentes de segurança em pontos estratégicos da capital para conter qualquer tentativa de desestabilização civil.
Paralelamente o presidente Donald Trump reiterou que não descarta o uso da força militar para garantir a interrupção das exportações de petróleo.
Essa movimentação agressiva dos Estados Unidos no Caribe gerou uma resposta imediata das autoridades chavistas que prometeram resistência ativa prolongada no país.
Cerco militar e prontidão operacional
A mobilização policial venezuelana acompanha o destacamento de navios de guerra norte-americanos que cercaram as principais rotas marítimas de exportação do país.
O ministro da Defesa Vladimir Padrino também afirmou que a Venezuela não cairá em provocações grosseiras vindas da Casa Branca nesta semana.
Segundo informações oficiais o regime ordenou que os petroleiros venezuelanos sejam escoltados por embarcações militares para garantir a livre navegação no mar.
Portanto as forças de segurança de Caracas estão em alerta máximo após caças americanos sobrevoarem regiões próximas à capital na tarde de ontem.
Nesse sentido o governo brasileiro acompanha com cautela a escalada do conflito para evitar que a tensão afete a estabilidade regional.
Embora a situação seja crítica o ministro Cabello garantiu que a pátria não se curvará diante de tentativas de intimidação unilateral.
Ademais o monitoramento constante das fronteiras foi reforçado para impedir o avanço de grupos paramilitares que estariam se organizando em países vizinhos.
De acordo com a declaração oficial a polícia nacional possui armamento e treinamento suficientes para repelir ataques em áreas urbanas e rurais.
Com efeito a estratégia defensiva adotada por Maduro visa consolidar o apoio das milícias populares em conjunto com os agentes oficiais do Estado.
A população foi orientada a colaborar com as forças de segurança denunciando qualquer atividade suspeita que possa comprometer a soberania nacional venezuelana.
Impactos na segurança e economia regional
A crise provocada pelo bloqueio naval já reflete nos preços internacionais do petróleo e na incerteza comercial em toda a América do Sul.
Consequentemente o governo de Pequim manifestou apoio à Venezuela e criticou abertamente as sanções unilaterais impostas pela administração de Donald Trump.
Segundo os dados oficiais a Venezuela afirma que as exportações continuam ocorrendo normalmente apesar das tentativas de asfixia econômica por Washington.
No entanto o cerco militar promete ser o choque mais violento que o regime chavista já enfrentou desde o início de sua gestão.
A polícia bolivariana mantém o patrulhamento ostensivo nas ruas para evitar saques ou manifestações de oposição que possam ser infladas externamente.
Enquanto isso o Departamento de Estado americano emitiu um aviso urgente recomendando que nenhum cidadão dos EUA viaje para a Venezuela.
Esta medida sinaliza que as autoridades de Washington esperam um agravamento do conflito ou uma resposta violenta do aparato de segurança local.
Em virtude desse cenário o secretário de Estado Marco Rubio destacou que a relação com o Brasil permanece positiva e estratégica.
Entretanto a tensão cresce conforme a declaração de Cabello sugere que a polícia não hesitará em agir contra qualquer sinal de traição interna.
O fechamento de rotas comerciais vitais pode levar a uma escassez de suprimentos básicos se o bloqueio persistir pelas próximas semanas.
Dessa forma a comunidade internacional observa com apreensão os próximos passos de Nicolás Maduro para contornar o isolamento diplomático e militar.
Por fim o ministro do Interior encerrou seu discurso reafirmando que a soberania venezuelana é inegociável e será defendida com rigor absoluto.