A Arábia Saudita bombardeou o porto de Mukalla nesta terça-feira para destruir armas enviadas pelos Emirados Árabes Unidos a grupos separatistas no sul do Iêmen.
🚨🇸🇦Saudi Arabia Strikes Yemen
The Saudi military have carried out ‘limited’ strikes on the port city of Mukalla targeting shipments of weapons for separatists reportedly from the UAE. pic.twitter.com/QWY9wOjJZw
— Chyno News (@ChynoNews) December 30, 2025
O ataque aéreo aconteceu durante a madrugada na cidade costeira para atingir veículos blindados e munições descarregados de navios que vieram do porto de Fujairah.
Esta ação militar representa uma escalada direta nas tensões diplomáticas entre Riad e Abu Dhabi que disputam influência estratégica em toda a região do Golfo.
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As autoridades locais declararam estado de emergência imediato após a ofensiva saudita que resultou na suspensão de todas as travessias de fronteira por setenta e duas horas.
Além disso o governo do Iêmen anunciou o cancelamento formal do acordo de defesa conjunta que mantinha com os militares dos Emirados Árabes Unidos até hoje.
Consequentemente os aeroportos e portos marítimos sob controle das forças locais estão bloqueados para garantir que nenhuma nova remessa militar estrangeira chegue ao território nacional.
Nesse sentido a inteligência da Arábia Saudita afirmou que os navios envolvidos desligaram os sistemas de rastreamento para ocultar a entrega ilegal de equipamentos de guerra.
Crise na coalizão internacional
Por outro lado o Conselho de Transição do Sul que recebe apoio direto de Abu Dhabi classificou o bombardeio como uma agressão injustificada contra infraestruturas civis locais.
No entanto a liderança saudita insiste que o carregamento de armas constituía uma ameaça iminente à estabilidade política e à segurança das tropas da coalizão árabe.
Dessa maneira a disputa pelo controle da província de Hadramout rica em petróleo tornou-se o ponto central do conflito entre os dois vizinhos da península.
Ademais o exército da Arábia Saudita utilizou aeronaves de vigilância para monitorar o deslocamento dos tanques e veículos blindados antes de autorizar o disparo dos mísseis.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa oficial o objetivo principal da operação foi neutralizar o poder bélico dos separatistas sem causar danos colaterais a civis.
Todavia o governo dos Emirados Árabes Unidos ainda não emitiu uma resposta oficial sobre o incidente militar que abalou a confiança entre as potências do Oriente.
Nesse contexto analistas internacionais sugerem que a rivalidade comercial e energética entre Riad e Abu Dhabi atingiu um ponto de ruptura definitivo durante este final de ano.
Consequências para a segurança regional
Assim sendo os desdobramentos deste ataque podem impactar diretamente o fluxo de navios cargueiros que transitam pelo Estreito de Bab el Mandeb e no Mar Vermelho.
Certamente o agravamento da crise entre os aliados originais favorece o avanço de grupos rebeldes que observam a fragmentação interna das forças que combatem os insurgentes.
Conforme os dados oficiais publicados recentemente a tensão militar na região portuária de Mukalla permanece elevada com o exército saudita mantendo o controle do espaço aéreo.
Igualmente as organizações humanitárias expressam profunda preocupação com o isolamento total das populações afetadas pelo bloqueio das fronteiras terrestres e marítimas imposto nesta manhã.
Por conseguinte a comunidade internacional aguarda uma mediação urgente para evitar que o Iêmen se torne palco de uma guerra direta entre sauditas e emiratenses.
Nesse meio tempo o mercado financeiro monitora as oscilações no preço do barril de petróleo devido à instabilidade logística em meio à instabilidade regional persistente.
Finalmente a declaração do estado de emergência sinaliza que os próximos dias serão decisivos para o futuro das alianças militares no coração do mundo árabe atual.
