Um grave ataque terrorista executado em duas fases distintas deixou dois mortos e ao menos um ferido no norte de Israel nesta sexta-feira (26). De acordo com a polícia local, o agressor utilizou um veículo para realizar atropelamentos e, posteriormente, desferiu golpes de faca contra civis em locais diferentes da região.
O atentado começou na Rota 71, onde o suspeito esfaqueou uma jovem de 18 anos, provocando sua morte no local. Em seguida, o agressor seguiu em direção ao oeste, para a cidade de Afula, onde continuou a ofensiva até ser interceptado e baleado por um civil armado que passava pela região.
As vítimas foram identificadas pelo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu como Aviv Maor, um adolescente, e Shimshon Mordechai, de 68 anos. O serviço de emergência Magen David Adom confirmou os óbitos ainda no local do incidente.
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| Etapa | Localização | Ação do Agressor | Resultado |
| Fase 1 | Rota 71 | Atropelamento e esfaqueamento | Uma vítima fatal (18 anos) |
| Fase 2 | Próximo a Afula | Tentativa de novos ataques | Um morto (68 anos) e ferido |
| Desfecho | Afula | Intervenção de civil armado | Autor baleado e hospitalizado |
Identificação e Resposta Militar
O agressor foi identificado como Ahmad Abu al-Rub, de 37 anos, residente da cidade de Qabatiya, na Cisjordânia. Relatórios iniciais indicam que ele trabalhava em Israel ilegalmente e teria utilizado o veículo de seu empregador para cometer os crimes. Atualmente, ele se encontra sob custódia hospitalar em condição moderada.
Imediatamente após o ataque, o Ministro da Defesa, Israel Katz, instruiu as Forças de Defesa de Israel (IDF) a agirem com “força e rapidez” em Qabatiya. Tropas adicionais estão sendo mobilizadas para entrar na cidade e realizar operações de busca e neutralização de infraestruturas militantes.
“O Estado de Israel não tolerará ataques contra seus cidadãos. A resposta em Qabatiya será firme e imediata”, afirmou o gabinete de defesa.
Contexto de Tensão Regional
Este novo episódio de violência ocorre em meio a um aumento das incursões militares na Cisjordânia e bombardeios no Líbano. A segurança em Israel permanece em alerta máximo, especialmente após o reconhecimento oficial da Somalilândia pelo país, decisão que gerou reações diplomáticas adversas na região.
Analistas indicam que segundo relatórios internacionais, ataques deste tipo visam pressionar o governo israelense em diversas frentes de conflito. A comunidade internacional, incluindo líderes europeus, condenou o ataque e apelou pela desescalada da violência.