Buenos Aires sofre apagão massivo sob calor recorde de 38°C

Moradores enfrentam escuridão total e temperaturas sufocantes enquanto o sistema elétrico entra em colapso no início de 2026 na Argentina.

A capital argentina Buenos Aires vive um cenário de caos absoluto neste início de 2026. Um apagão de grandes proporções atingiu a região metropolitana durante a madrugada. A falta de energia elétrica afetou cerca de um milhão de usuários residentes na cidade e nos arredores. O colapso ocorreu justamente no momento em que os termômetros registram marcas históricas de calor.

O Serviço Meteorológico Nacional confirmou que as temperaturas chegaram aos 38°C na tarde desta quarta-feira. Esse calor extremo provocou um pico de demanda energética sem precedentes no país vizinho. Muitas famílias passaram a noite em claro devido à impossibilidade de usar sistemas de climatização. A situação gerou revolta imediata em diversos bairros de classe média e periferias.

Diversos grupos de moradores iniciaram protestos batendo panelas nas esquinas mais escuras da capital. A indignação aumentou porque a falha coincide com o anúncio de novos aumentos. O governo confirmou reajustes de tarifas de energia que entram em vigor imediatamente. As concessionárias privadas responsáveis pelo serviço enfrentam duras críticas pela falta de manutenção preventiva na rede.

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A concessionária informou que o serviço está sendo restabelecido gradualmente em algumas regiões centrais. Entretanto milhares de imóveis ainda permanecem sem qualquer previsão oficial de retorno da luz. O órgão regulador de eletricidade monitora a tensão nas linhas de alta voltagem. O sistema continua sob pressão máxima devido à persistência da massa de ar quente.

Crise de infraestrutura e impacto social

O apagão causou interrupções significativas no funcionamento de semáforos e serviços essenciais. Diversos hospitais precisaram acionar geradores de emergência para manter as unidades de terapia intensiva. O transporte público também sofreu reflexos com a suspensão temporária de algumas linhas do sistema de metrô. Policiais reforçam o patrulhamento em áreas comerciais para evitar saques e incidentes de segurança.

A economia local sente o impacto direto com o fechamento forçado de estabelecimentos comerciais. Donos de restaurantes e supermercados relatam perdas de estoques de produtos refrigerados devido ao tempo prolongado sem luz. De acordo com as informações oficiais, a alta demanda por energia elétrica sobrecarregou o sistema e deixou quase um milhão sem energia nas primeiras horas do dia. As autoridades pedem que a população economize água durante este período de crise térmica.

Especialistas em energia apontam que a rede elétrica argentina está obsoleta para suportar novos picos. Conforme a declaração de técnicos do setor, os investimentos em infraestrutura não acompanharam o crescimento habitacional. A vulnerabilidade do sistema fica evidente toda vez que o clima atinge extremos térmicos. Essa instabilidade afeta a confiança de investidores e a rotina produtiva da nação argentina neste verão.

Previsão meteorológica e riscos de novos cortes

Os meteorologistas alertam que a onda de calor deve persistir pelas próximas quarenta e oito horas. Embora um pulso de ar frio seja esperado, o alívio imediato ainda parece distante. A combinação de alta umidade e temperaturas elevadas mantém a sensação térmica em níveis perigosos. Idosos e crianças são os grupos que mais sofrem com a falta de refrigeração adequada nos domicílios.

Novas interrupções não estão descartadas se o consumo doméstico continuar subindo rapidamente. O governo federal avalia medidas emergenciais para mitigar o impacto social do blecaute. A pressão política sobre o ministério da energia cresce à medida que as luzes continuam apagadas. Conforme o registro das autoridades, o apagão afetou quase um milhão de usuários em toda a periferia populosa.

A crise energética em Buenos Aires serve de alerta para outros países da América do Sul. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos exige redes de distribuição mais resilientes. Acompanhamos as atualizações em tempo real sobre a normalização dos serviços na capital portenha. A população aguarda por respostas concretas sobre a estabilidade do fornecimento nos próximos dias de janeiro.

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