China inicia exercícios militares com tiros reais em Taiwan

Pequim mobiliza frota recorde e munição real em resposta a vendas de armas americanas; Taipé coloca exército em prontidão máxima contra “agressão”.

A China iniciou manobras militares de larga escala com munição real ao redor de Taiwan nesta segunda-feira. Pequim justifica a ação como um aviso severo.

O Comando do Teatro Oriental da China mobilizou destróieres, fragatas e caças para o Estreito de Taiwan. A operação recebeu o nome oficial de Justice Mission 2025.

As manobras simulam o bloqueio completo dos principais portos da ilha, incluindo Keelung e Kaohsiung. O objetivo é testar a capacidade de neutralizar alvos marítimos.

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O Ministério da Defesa de Taiwan detectou ao menos 89 aeronaves e drones chineses nas últimas horas. Este representa o maior volume diário registrado em um ano.

As forças armadas de Taipé ativaram o estado de prontidão máxima em todo o território. O governo classificou Pequim como o maior destruidor da paz regional.

A autoridade de aviação civil informou que mais de 100 mil passageiros enfrentarão atrasos. Cerca de 850 voos domésticos e internacionais precisaram ser desviados imediatamente.

Resposta a Vendas de Armas e Tensões Diplomáticas

Pequim vinculou os exercícios militares à aprovação de um pacote de armas pelos Estados Unidos. O acordo bilionário inclui equipamentos ofensivos que irritaram o governo chinês.

Outro fator de tensão envolve declarações recentes da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Ela admitiu a possibilidade de intervenção japonesa em caso de conflito no Estreito.

Analistas internacionais apontam que esta é a primeira vez que a China treina abertamente a dissuasão. O foco reside em impedir qualquer interferência estrangeira na região.

Os exercícios incluem ataques simulados contra alvos terrestres e patrulhas de prontidão de combate. A Marinha chinesa enviou quatro navios de assalto anfíbio para o sul.

O governo de Taiwan condena a campanha de intimidação e apela pela racionalidade de Pequim. O presidente Lai Ching-te prometeu elevar o nível de defesa.

Conforme a análise de especialistas, o Estreito de Taiwan segue como o maior risco geopolítico atual. Segundo dados oficiais, a China estabeleceu sete zonas temporárias de perigo para amanhã.

Impacto nas Rotas Comerciais e Segurança Regional

A movimentação de tropas afeta diretamente o fluxo de semicondutores e bens eletrônicos. Taiwan é responsável pela produção da maioria dos chips avançados do mercado global.

O Pentágono manifestou preocupação com a estabilidade do Indo-Pacífico após o início dos tiros reais. Navios americanos monitoram a situação à distância para garantir a navegação.

Os moradores das ilhas próximas relatam ter visto caças cruzando o céu durante a manhã. A proximidade das manobras com o limite territorial gera temores de acidentes.

A China afirma que as ações são necessárias para salvaguardar a soberania nacional. O porta-voz militar Shi Yi reiterou que não haverá recuo diante de separatistas.

O cenário de conflito latente pressiona o mercado de seguros marítimos em toda a Ásia. Conforme a declaração oficial, a China continuará os exercícios até a noite de terça-feira.

Novas zonas de exclusão aérea foram publicadas para garantir a segurança dos disparos. O exército taiwanês posicionou mísseis antinavio em pontos estratégicos da costa para dissuasão.

O equilíbrio de forças no leste asiático enfrenta seu teste mais severo desde 2022. A comunidade internacional observa atentamente se as manobras resultarão em um bloqueio permanente.

A tensão diplomática deve dominar a próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU. O mundo aguarda para saber se os canais de diálogo entre Washington e Pequim permanecem abertos.

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