O Ciclone Harry atingiu a região de Messina, na Sicília, com fúria devastadora nas últimas 24 horas. A ressaca violenta provocou danos significativos em Roccalumera e outras cidades da Riviera Jonica.
As ondas gigantes superaram as barreiras de proteção e invadiram os lungomares, as tradicionais avenidas litorâneas da região. A força do mar arrastou detritos e destruiu estruturas comerciais à beira-mar.
Em Roccalumera, a situação é considerada crítica pelas autoridades de Proteção Civil. O volume de água e areia sobre a pista tornou o trânsito impraticável em diversos trechos da costa.
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A prefeitura local emitiu alertas urgentes para que os moradores evitem áreas próximas à praia. A força das ondas é alimentada por ventos de tempestade que ultrapassam os 100 km/h.
Além dos danos materiais, o evento climático forçou o fechamento de escolas por toda a semana em municípios vizinhos, como Santa Teresa di Riva. Lá, o asfalto cedeu e abriu uma enorme cratera no lungomare.
A maré alta coincidiu com a passagem de uma depressão atmosférica profunda sobre o Mediterrâneo. Especialistas descrevem o fenômeno como um dos mais violentos registrados nos últimos anos na Sicília.
Estruturas destruídas e evacuações preventivas
O impacto da ressaca não se limitou apenas às vias públicas. Em várias cidades, as ondas destruíram as vitrines de restaurantes e inundaram estabelecimentos com violência extrema.
Barreiras de proteção e revestimentos das praças costeiras foram reduzidos a rottami e detritos em poucos minutos. A Proteção Civil mobilizou cerca de 1.000 voluntários para auxiliar na segurança e na limpeza das áreas afetadas.
Algumas famílias precisaram deixar suas casas preventivamente em áreas de maior risco de erosão costeira. O governo regional avalia agora a extensão dos danos para decretar estado de emergência.
Alerta continua para o versante ionico
As previsões meteorológicas indicam que o mar continuará agitado nas próximas horas. O vento de scirocco mantém a pressão sobre o litoral de Messina, impedindo que o nível da água baixe.
O prefeito de Messina e líderes municipais da região permanecem em reunião técnica constante. Eles monitoram o avanço da erosão que ameaça a integridade de prédios históricos situados à beira-mar.
A população deve seguir as orientações dos planos de autoproteção municipal enquanto as marejadas persistem. O Ciclone Harry ainda não perdeu força e novas rajadas são esperadas até a manhã de quarta-feira.
