O conselheiro sênior de Donald Trump, Jason Miller, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ofensas diretas nas redes sociais neste domingo. A reação agressiva aconteceu logo após o governo brasileiro divulgar uma nota oficial condenando a recente operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano.
F you, Lula. Now we all know where you stand!
“Brazil says US crossed ‘unacceptable line’ on Venezuela as officials track border” https://t.co/Xe26A7to6q
— Jason Miller (@JasonMiller) January 4, 2026
Miller compartilhou uma notícia sobre a posição brasileira e respondeu com um palavrão em inglês, afirmando que agora o mundo sabe de qual lado Lula está. O ataque marca o ponto mais baixo da relação entre os dois países desde o retorno do republicano à Casa Branca.
A tensão diplomática aumentou porque o Brasil liderou um bloco de seis nações que classificou a intervenção norte-americana como uma violação do direito internacional. O Itamaraty manifestou profunda preocupação com o uso da força armada para a captura de Nicolás Maduro em Caracas.
Leia Também: Maduro chega ao DEA mancando e deseja feliz ano novo
Especialistas em política internacional alertam que esse tipo de agressividade verbal vinda do entorno imediato de Trump costuma preceder sanções econômicas severas. O mercado financeiro já monitora possíveis impactos em tarifas de exportação de produtos brasileiros, como aço e suco de laranja.
Risco de isolamento e sanções
A postura do governo brasileiro coloca o país em rota de colisão direta com a nova doutrina de segurança dos Estados Unidos para a América Latina. O conselheiro Miller, que possui influência direta nas decisões de comunicação da Casa Branca, sinalizou que o governo Trump não tolerará críticas à sua política externa na região.
Dessa forma, a oposição brasileira aproveita o momento para questionar o alinhamento ideológico do Itamaraty, argumentando que o país pode sofrer graves perdas comerciais. Por outro lado, o governo mantém a defesa da soberania nacional e do respeito à vontade do povo venezuelano em fóruns multilaterais.
Desdobramentos na economia brasileira
A escalada do conflito verbal pode acelerar a imposição de novos tributos sobre o comércio bilateral, algo que o governo Trump já vinha sinalizando em relatórios recentes. Além disso, a instabilidade na fronteira norte do Brasil gera incertezas sobre o abastecimento de energia e a segurança das comunicações na região amazônica.
Portanto, o cenário exige uma manobra diplomática rápida para evitar que os insultos se transformem em barreiras físicas ao desenvolvimento nacional. O monitoramento das ações militares conduzidas por Trump na Venezuela continuará sendo o ponto central de atrito nas próximas semanas.