Diaz-Balart se irrita ao ser questionado sobre Maria Corina

O influente parlamentar republicano Mario Diaz-Balart rebateu de forma ríspida perguntas sobre a demora em entregar o poder à oposição legítima na Venezuela.

O deputado republicano Mario Diaz-Balart reagiu com rispidez durante uma entrevista coletiva em Miami neste domingo. O parlamentar demonstrou incômodo visível quando um repórter questionou por que os Estados Unidos ainda não empossaram Edmundo González Urrutia como presidente da Venezuela. Diaz-Balart interrompeu o jornalista e afirmou que a prioridade absoluta no momento é a estabilização militar do território vizinho após a queda do regime chavista.

A irritação do congressista revela um conflito de interesses crescente dentro do Partido Republicano e entre os aliados sul-americanos. Enquanto a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, exige a transferência imediata da soberania popular, Washington sinaliza uma ocupação temporária. O deputado destacou que decisões estratégicas de segurança nacional precedem qualquer arranjo político civil imediato em Caracas.

O parlamentar acusou o jornalista de tentar criar divisões em um momento que exige unidade total contra o que restou das forças de Maduro. Mario Diaz-Balart enfatizou que o presidente Donald Trump possui a liderança necessária para conduzir este processo sem interferências externas. Portanto, o foco das operações permanece na segurança das tropas e na captura de figuras chave do antigo escalão governamental.

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A postura de Diaz-Balart reflete a tensão de um governo que precisa equilibrar a promessa de liberdade com o controle direto de recursos estratégicos. Certamente, a pressão internacional aumenta à medida que Maria Corina conclama as Forças Armadas a reconhecerem González como comandante-em-chefe.

O impasse da transição em Caracas

A divergência sobre quem deve governar a Venezuela nas próximas semanas gera incertezas nos mercados financeiros globais. Maria Corina Machado sustenta que a transição é irreversível e deve ser liderada por autoridades civis eleitas pelo povo. No entanto, a ala mais conservadora em Washington defende que a mudança imediata de governo poderia resultar em um vácuo de poder perigoso.

O deputado Mario Diaz-Balart reiterou que o apoio dos Estados Unidos à causa venezuelana é histórico e inquestionável sob a gestão republicana. Por isso, ele considera contraproducente qualquer questionamento que coloque em dúvida a estratégia pacífica após Maduro desenhada pela Casa Branca. A expectativa agora recai sobre os próximos anúncios oficiais de Washington sobre a formação de um conselho administrativo provisório.

Segurança e controle do petróleo

Além das questões políticas, a manutenção da ordem pública e o controle das refinarias são pontos de atrito frequentes nas coletivas de Diaz-Balart. O parlamentar afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o cartel de drogas que operava no estado retome qualquer influência. Consequentemente, a presença militar americana deve ser mantida até que todas as ameaças de insurgência sejam totalmente neutralizadas em solo venezuelano.

A reação de Diaz-Balart em Miami serve como um alerta para os líderes da oposição que buscam autonomia rápida na gestão do país. Em suma, o congressista deixou claro que o cronograma de transição será ditado por critérios técnicos de segurança e não por pressões midiáticas ou populares. O cenário diplomático permanece em ebulição enquanto o mundo aguarda a definição do novo comando civil em Caracas.

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