Os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos de precisão contra alvos do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria durante a madrugada deste feriado de Natal. O presidente Donald Trump confirmou a operação militar por meio de um comunicado oficial, descrevendo as ações como “ataques mortais” contra o que chamou de “escória terrorista”. A ofensiva marca a primeira intervenção militar direta das forças norte-americanas em solo nigeriano sob o atual mandato de Trump.
O governo da Nigéria, sediado em Abuja, confirmou que colaborou com Washington para viabilizar os bombardeios de precisão. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, a ação faz parte de uma política de cooperação estruturada para combater o extremismo violento que assola a região norte do país. Donald Trump afirmou que a decisão de atacar ocorreu após repetidos alertas de que os Estados Unidos não aceitariam o massacre contínuo de cristãos em território africano.
O Comando Militar dos EUA para a África informou que os bombardeios neutralizaram diversos militantes e destruíram centros de comando jihadistas. A operação utilizou tecnologia de vigilância avançada e drones de última geração para evitar baixas civis colaterais durante as incursões noturnas. Trump ressaltou que o Departamento de Guerra executou ataques que considera perfeitos, demonstrando a capacidade bélica norte-americana em qualquer ponto do globo.
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O cenário de violência na Nigéria se agravou nos últimos meses com atentados frequentes contra templos religiosos e sequestros em massa de estudantes. Recentemente, uma explosão em uma mesquita na cidade de Maiduguri resultou na morte de sete fiéis, elevando ainda mais a tensão no cinturão médio do país. A retórica de Trump sobre uma intervenção militar vinha ganhando força desde novembro, quando o líder norte-americano ameaçou agir com força total caso o governo de Bola Tinubu não contivesse a violência.
O impacto diplomático e a reação de Abuja
Embora os ataques tenham contado com o aval oficial da presidência nigeriana, o movimento gera debates intensos sobre a soberania nacional africana. O presidente Bola Tinubu reiterou seu compromisso em proteger a liberdade religiosa, mas enfrenta críticas internas de setores que veem a intervenção dos EUA como uma demonstração de fraqueza das forças locais. A colaboração militar busca conter o avanço da Província do Estado Islâmico na África Ocidental, que tem expandido sua área de influência para o sul.
Analistas internacionais apontam que os bombardeios norte-americanos podem ser apenas o início de uma presença mais agressiva de Washington no continente. Donald Trump prometeu novas sanções e ações militares adicionais se o grupo extremista persistir em suas táticas de terror contra minorias religiosas. Segundo dados oficiais sobre o setor, as operações de mapeamento de enclaves terroristas já vinham sendo realizadas em conjunto desde o início de dezembro.
Consequências regionais e a ameaça terrorista
A escalada do conflito na Nigéria coloca em alerta países vizinhos que também enfrentam a ameaça do jihadismo transnacional. O uso de ataques aéreos é uma tentativa de desarticular a logística dos militantes que se escondem em florestas vastas de difícil acesso para as tropas terrestres. Contudo, o receio de represálias contra comunidades civis aumentou drasticamente após o anúncio dos bombardeios realizados no dia de Natal.
As Nações Unidas já alertavam para o recrudescimento dos raptos e ataques coordenados que transformaram a insegurança em uma indústria lucrativa no país. Conforme a declaração de lideranças, a eficácia desta intervenção será medida pela capacidade de reduzir o número de mortes de inocentes nos próximos meses. O portal continuará monitorando os desdobramentos deste conflito e a movimentação das forças dos EUA na África Ocidental.
Atualmente, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre a intervenção militar em território nigeriano. A expectativa é que o tema seja debatido no Conselho de Segurança da ONU ainda nesta semana devido à gravidade das ações unilaterais. Pelo contrário, o governo de Abuja mantém a postura de que a soberania foi preservada através do acordo mútuo de defesa.