EUA avaliam asilo para judeus britânicos após antissemitismo

Robert Garson afirma que Reino Unido “não é mais seguro” e propõe refúgio nos EUA para comunidade judaica altamente qualificada.

O advogado pessoal de Donald Trump, Robert Garson, revelou conversas em andamento com o Departamento de Estado norte-americano para oferecer asilo a judeus do Reino Unido. Garson alega que a nação europeia deixou de ser um local seguro para essa população devido ao crescimento exponencial do antissemitismo. A proposta surge em um momento de alta tensão política internacional sob a administração Trump.

Segundo o advogado, a iniciativa é atraente para os Estados Unidos porque a comunidade judaica britânica é altamente educada e fala inglês nativamente. Ele reforçou que discutiu a ideia diretamente com Yehuda Kaploun, enviado especial de Trump para monitorar e combater o ódio religioso.

A proposta de Garson coloca o governo britânico sob forte pressão internacional e questiona a eficácia das leis de proteção locais. O advogado atribuiu parte da responsabilidade ao primeiro-ministro Keir Starmer, acusando-o de permitir que o ambiente de hostilidade crescesse no país.

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A movimentação de Garson ocorre enquanto o governo Trump planeja restringir severamente o número total de refugiados admitidos nos Estados Unidos em 2026. Estimativas indicam um teto de apenas 7.500 vagas, o que torna a possível inclusão de cidadãos britânicos um tema de intenso debate interno.

Argumentos de segurança e demografia

Garson afirmou que “não vê futuro” para os judeus no Reino Unido diante das mudanças demográficas e sociais recentes. O advogado citou episódios de violência em Manchester como provas de que a situação atingiu um ponto de ruptura institucional. Ele acredita que o presidente deve oferecer essa alternativa de santuário imediatamente.

O Departamento de Estado ainda não emitiu uma declaração oficial confirmando a implementação do programa, mas as discussões são tratadas como reais. Fontes ligadas à Casa Branca indicam que a pauta combate ao antissemitismo é prioridade na nova política externa americana.

Estatísticas apontam que o sentimento de medo na comunidade judaica britânica nunca foi tão elevado em décadas. Em 2025, quase metade da população judaica do Reino Unido classificou o antissemitismo como um problema gravíssimo.

Impacto nas relações bilaterais

Especialistas acreditam que a concessão de asilo a cidadãos de um país aliado como o Reino Unido seria um golpe diplomático sem precedentes históricos. A medida sinalizaria que os EUA consideram a Grã-Bretanha incapaz de garantir os direitos fundamentais de seus próprios cidadãos.

Enquanto as negociações avançam nos bastidores, grupos de direitos humanos e políticos britânicos reagem com indignação às afirmações de Garson. O governo Trump, por sua vez, utiliza o caso para reforçar sua imagem de protetor das comunidades conservadoras e religiosas ao redor do mundo.

O desfecho dessa negociação pode redefinir o conceito de refúgio político no século XXI, focando em minorias de países desenvolvidos. A expectativa é que o Departamento de Estado apresente um relatório sobre a viabilidade jurídica do plano nas próximas semanas.

Relembre o Caso

A percepção de insegurança entre judeus no Reino Unido escalou após um ataque a uma sinagoga em Manchester e o aumento de manifestações hostis desde o fim de 2023. Pesquisas recentes indicam que 35% dos judeus britânicos se sentem inseguros no país, um salto alarmante em comparação aos 9% registrados antes dos conflitos recentes no Oriente Médio. Robert Garson, que é ex-barrister britânico, tem sido um crítico contundente da gestão do atual primeiro-ministro Keir Starmer quanto à proteção de minorias religiosas.

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