Estados Unidos e Paraguai firmaram nesta segunda-feira quinze de dezembro acordo histórico de cooperação em segurança nacional. Pacto foi assinado em Washington entre chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano e secretário de Estado americano Marco Rubio. Acordo prevê desdobramento de tropas do Pentágono e intercâmbio de informações-chave em tempo real. Cooperação visa intensificar combate ao terrorismo e narcotráfico na região sul-americana.
Assinatura do tratado bilateral ocorreu após encontro de noventa minutos a portas fechadas na capital americana. Reunião contou com ministros da Defesa conselheiros de Segurança Nacional e chefes militares de ambos países. Presidente Santiago Peña enviará texto para ratificação do Congresso paraguaio nas próximas semanas. Uma vez aprovado pelo parlamento cooperação considerada histórica e sem precedentes será iniciada.
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Acordo estabelece marco claro para presença e atividades de militares americanos em território paraguaio. Facilita treinamento bilateral e multinacional assistência humanitária e resposta a desastres naturais. Pacto também prevê atuação em outros interesses de segurança compartilhados entre as nações. Conteúdo integral do acordo não foi revelado publicamente pelas autoridades de ambos países.
Rubio ressaltou papel do Paraguai como um dos aliados mais fortes dos EUA na região. Secretário de Estado garantiu que acordo respeita soberania paraguaia enquanto cria oportunidade de cooperação. Países trabalharão em conjunto para enfrentar ameaça primordial do hemisfério segundo autoridades americanas. Terrorismo transnacional foi identificado como maior desafio de segurança regional.
Estratégia visa conter Irã e Venezuela
Estratégia americana visa transformar em alvos móveis regime iraniano e ditadura de Nicolás Maduro. Paraguai compromete-se a liderar operações de repressão contra grupos terroristas vinculados ao Irã. Hezbollah possui células adormecidas na Tríplice Fronteira segundo inteligência americana e paraguaia. Grupo xiita libanês classificado como organização terrorista pelas autoridades paraguaias.
País sul-americano também combaterá cartéis de drogas que recebem ordens do regime venezuelano. Trem de Aragua e Cartel de los Soles são alvos prioritários da cooperação militar estabelecida. Organizações criminosas venezuelanas expandiram atuação para países vizinhos nos últimos anos. Crime organizado transnacional representa ameaça crescente à estabilidade regional.
Documento delineia planos para maior presença da Guarda Costeira e Marinha americana na região. Acordo prevê envio de tropas para garantir segurança da fronteira e derrotar cartéis criminosos. Uso de força letal está autorizado quando necessário segundo termos do pacto bilateral. Medidas visam interromper rotas de tráfico de drogas que abastecem mercados internacionais.
Paraguai serve como ponto de trânsito para cocaína produzida na Bolívia e Colômbia. Drogas têm como destino Brasil e outras regiões com consumo elevado de entorpecentes. Cooperação com Paraguai é parte de estratégia geopolítica mais ampla dos Estados Unidos. Objetivo inclui contrabalançar crescente influência da China na América Latina.
Centro antiterrorista com apoio do FBI
Ministro do Interior do Paraguai Enrique Riera destacou importância da cooperação com Washington. País terá centro antiterrorista com quinze policiais treinados pelo FBI instalado na Tríplice Fronteira. Base será estabelecida no lado paraguaio da região de fronteira entre três países. Paraguai declarou Hezbollah como organização terrorista incluindo todos membros do partido.
Medida confirma promessa feita por autoridades paraguaias em maio de dois mil e vinte e quatro. FBI estabelecerá bases de treinamento e escritórios pelo país segundo anunciado anteriormente. Centro antiterrorista terá como alvo membros do Hezbollah e do crime organizado transnacional. Terrorismo e crime organizado estão ligados financiando um ao outro segundo ministro Riera.
Governo Trump ofereceu recompensa de até dez milhões de dólares por informações sobre Hezbollah. Prêmio visa ajudar a identificar e desarticular redes financeiras na Tríplice Fronteira. Região entre Argentina Brasil e Paraguai considerada área de operação do grupo terrorista. Inteligência americana monitora movimentação financeira suspeita há vários anos.
Centro incluirá complexo militar para abrigar forças especiais com armamento de ponta. Ministro da Defesa Oscar González anunciou investimento de cerca de sete milhões de reais. Recursos serão distribuídos entre construção equipamentos e logística da instalação militar. Base abrigará pelo menos cento e vinte militares paraguaios treinados por americanos.
Acordo pode criar tensões com Brasil
Contexto em que Brasil resiste a pressões americanas para classificar PCC como terrorista. Eventual presença militar americana no Paraguai pode criar novas tensões entre governos. Washington pressionou Brasil para designar facções criminosas como organizações terroristas. Governo Lula negou classificação de Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.
Itamaraty atuou para retirar menções que ligassem terrorismo ao crime organizado em acordos regionais. Ministério das Relações Exteriores expressou preocupação sobre trechos de minuta preliminar trilateral. Brasil Argentina e Paraguai negociaram acordo de cooperação em segurança na Tríplice Fronteira. Versão final excluiu referências à convergência entre crime organizado e terrorismo.
Organizações brasileiras atuam na fronteira e em presídios paraguaios segundo autoridades americanas. PCC mantém operações significativas no país vizinho controlando rotas de tráfico. Facção brasileira considerada maior ameaça ao sistema prisional paraguaio. Crime organizado transnacional representa desafio compartilhado por países da região.
Exército brasileiro negocia maior integração entre forças militares da América do Sul. Objetivo inclui combater terrorismo e organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho. Militares brasileiros trabalham para manter parceria de treinamento com exército americano iniciada em dois mil e vinte e um. Exercício CORE promove troca de experiências entre tropas dos dois países.
Memorando sobre vendas militares foi aprovado
Em maio de dois mil e vinte e cinco ministérios da Defesa assinaram memorando de entendimento. Documento trata de compra de armamentos pelo programa Vendas Militares ao Exterior. Senado paraguaio emitiu parecer favorável ao memorando em novembro passado. FMS garante aval do governo americano à comercialização de armas para país aliado.
Programa permite que Paraguai adquira equipamento militar avançado com financiamento facilitado. Modernização das forças armadas paraguaias é prioridade do governo Santiago Peña. Investimentos em defesa visam aumentar capacidade operacional contra ameaças transnacionais. Aquisição de armamento americano fortalece laços militares entre as duas nações.
Paraguai também recebe treinamento de Carabineros do Chile e polícia colombiana. Cooperação multilateral amplia capacidades de segurança das forças paraguaias. Ministro Riera mantém contato com ministro da Justiça brasileiro Ricardo Lewandowski. Coordenação com ministra da Segurança argentina Patricia Bullrich também está prevista.
Comando Tripartite entre Brasil Argentina e Paraguai é estrutura permanente de cooperação. Acordo estabelecido em maio de dois mil e vinte e cinco visa reforçar segurança fronteiriça. Núcleos de Inteligência Policial atuam no intercâmbio de informações entre os três países. Objetivo é garantir resposta rápida coordenada e eficaz aos crimes transnacionais.
Interesse geopolítico dos Estados Unidos
Interesse estratégico americano visa conter narcotráfico e presença de grupos terroristas. Influência da China no Cone Sul também preocupa autoridades de Washington. China mantém base espacial em Neuquén na Patagônia argentina destinada a monitorar espaço. Instalação poderia ser usada para atacar satélites em eventual conflito segundo analistas americanos.
Trump intensificou ofensiva contra grupos criminosos e terroristas na América Latina. Presidente republicano classifica organizações como ameaças à segurança nacional americana. Declarações públicas sobre atuação de facções e terroristas ganharam tom mais incisivo. Administração Trump priorizou combate ao crime organizado transnacional desde início do mandato.
Presença militar americana no Paraguai representa mudança significativa na geopolítica regional. Acordo estabelece precedente para cooperação militar mais profunda em outros países. Estados Unidos buscam ampliar influência na América do Sul através de parcerias de segurança. Estratégia visa consolidar aliados na região diante de avanço chinês.
Rubio afirmou que acordo reforça parceria de longa data e apoia prioridades compartilhadas. Ambos representantes manifestaram confiança que pacto reforçará soberania dos dois países. Cooperação visa maior estabilidade e prosperidade na região segundo comunicado oficial. Tratado representa compromisso dos EUA em coordenar com Paraguai questões de segurança regional.
Relação diplomática entre presidentes Donald Trump e Santiago Peña demonstra solidez das alianças. Paraguai posiciona-se como parceiro estratégico dos Estados Unidos na América do Sul. Acordo militar consolida país como aliado prioritário de Washington na região. Cooperação em segurança abre caminho para aprofundamento de laços econômicos e políticos.