EUA interceptam petroleiros: terceiro navio é parado em 24h

Forças navais americanas intensificam cerco contra Nicolás Maduro e capturam embarcações em águas internacionais, gerando acusações de pirataria e crise diplomática na ONU.

Os Estados Unidos interceptaram o terceiro navio petroleiro ligado à Venezuela em um intervalo de apenas 24 horas neste domingo de dezembro.

A operação militar ocorre no Mar do Caribe e faz parte de uma estratégia agressiva para asfixiar as exportações de petróleo do governo venezuelano.

Agências internacionais confirmaram que a Marinha americana agiu com rapidez para bloquear a passagem das embarcações que transportavam óleo bruto para o mercado asiático.

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Dessa forma, a tensão diplomática entre a Casa Branca e o Palácio de Miraflores atingiu o nível mais crítico desde o início do bloqueio naval.

Além disso, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, validou a eficácia das abordagens realizadas pelas equipes da Guarda Costeira americana.

O governo venezuelano reagiu imediatamente e classificou as ações como um ato de pirataria internacional flagrante cometido pelas forças militares dos Estados Unidos.

Nesse sentido, a vice-presidenta Delcy Rodríguez afirmou que o país apresentará uma queixa formal perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Washington.

Posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela denunciou o desaparecimento forçado das tripulações que operavam os navios interceptados em águas abertas internacionais.

Detalhes das embarcações capturadas no Caribe

De acordo com relatórios de inteligência, o navio mais recente a ser parado foi o Bella 1, que possui bandeira do Panamá e estava sancionado.

Anteriormente, no sábado, as forças americanas já haviam realizado a captura do superpetroleiro Centuries, elevando o número de apreensões de forma drástica e repentina.

Assim, as fontes oficiais indicam que os petroleiros transportavam uma carga significativa de petróleo bruto destinada prioritariamente a refinarias independentes localizadas em território chinês.

Contudo, a Casa Branca mantém a justificativa de que essas embarcações financiam o narcoterrorismo regional através do comércio ilícito de combustíveis pesados em águas globais.

É importante destacar que Donald Trump ordenou um bloqueio total e completo contra qualquer frota que tente romper as sanções impostas à estatal PDVSA.

Dessa maneira, as operações de vigilância aérea e naval foram redobradas para garantir que nenhum barril de óleo saia dos portos venezuelanos sem autorização prévia.

Especialistas em geopolítica acreditam que essa ofensiva pode provocar um aumento imediato nos preços do combustível quando as bolsas de valores abrirem na segunda-feira.

Por outro lado, o governo venezuelano prometeu que o Direito Internacional prevalecerá e que as ações criminosas dos americanos não ficarão impunes perante a história.

Impactos no mercado e segurança jurídica naval

Enquanto o cerco se fecha, muitos navios petroleiros estão alterando suas rotas originais para evitar o encontro direto com as patrulhas de vigilância armada americana.

Entretanto, as empresas que operam com autorização expressa do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos continuam suas atividades logísticas sem sofrer qualquer tipo de interferência.

Dessa forma, a pressão econômica sobre o regime de Nicolás Maduro atinge um estágio sem precedentes, forçando o isolamento quase total das exportações de energia.

A China, principal compradora do produto, ainda não se manifestou oficialmente sobre a interrupção súbita do fornecimento de óleo bruto vindo da América do Sul.

Por fim, a comunidade internacional observa com cautela a possibilidade de um confronto direto se os petroleiros passarem a ser escoltados por navios militares venezuelanos.

As autoridades de defesa dos Estados Unidos garantem que as forças estão preparadas para manter a ordem e garantir o cumprimento das normas de segurança impostas pela administração federal atual.

Resta saber se a Venezuela conseguirá sustentar sua economia diante de um bloqueio naval tão rigoroso e coordenado pelas potências militares do hemisfério norte global.

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