O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira que os Estados Unidos alcançaram um entendimento preliminar com a OTAN sobre a segurança da Groenlândia. A decisão foi divulgada após uma reunião de alto nível com o secretário-geral Mark Rutte em Davos.
Como resultado imediato deste diálogo, o republicano decidiu suspender as tarifas punitivas que seriam impostas a países europeus a partir de 1º de fevereiro. As taxas visavam nações contrárias aos planos americanos de expansão no Ártico.
O acordo estabelece o que Trump chamou de um framework para negociações futuras, envolvendo não apenas o território dinamarquês, mas toda a região ártica. A medida foi recebida com alívio pelos mercados financeiros globais hoje.
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Para liderar os próximos passos desta tratativa complexa, o presidente designou uma equipe de peso de seu governo. O grupo inclui o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Esses negociadores responderão diretamente ao Salão Oval, mantendo o controle centralizado das discussões sobre a soberania e defesa no extremo norte. O objetivo é garantir que potências rivais não ocupem o vácuo de poder na região.
Relembre o Caso
A crise diplomática atingiu seu ápice nas últimas semanas, quando Trump sugeriu que os EUA poderiam adquirir a Groenlândia de um jeito ou de outro. Países como França e Alemanha reagiram com ameaças de retaliação econômica severa.
A OTAN atuou nos bastidores para evitar o que muitos chamavam de o maior desafio à aliança desde sua fundação em 1949. Mark Rutte mediou o conflito, buscando um consenso mínimo entre Washington e os aliados europeus em Davos.
Soberania e Defesa Estratégica
O novo entendimento foca na vigilância mútua e na proteção contra a influência econômica e militar da Rússia e da China na ilha. O projeto inclui o chamado “Domo de Ouro”, uma estrutura planejada para interceptar mísseis balísticos.
Além da segurança, o acordo pode abrir caminho para a exploração conjunta de recursos minerais essenciais. Trump reafirmou que a anexação serviria tanto aos interesses americanos quanto aos europeus no longo prazo sob nova governança.
O recuo nas tarifas evita uma guerra comercial que poderia desestabilizar a economia mundial no início de 2026. Agora, as conversas entram em uma fase técnica, onde o status político final da Groenlândia será debatido sem o uso da força.
