A crise política no Irã atingiu um novo patamar de violência nesta virada de ano. Manifestantes em Asadabad avançaram contra instalações da Guarda Revolucionária Islâmica. O grupo de civis conseguiu romper o cerco de segurança da base local. Relatos indicam que um prédio importante foi incendiado durante o confronto direto. Essa ação representa um desafio inédito à autoridade militar da região de Hamadan.
As forças de segurança utilizaram munição real e gás lacrimogênio para dispersar a multidão. Entretanto os manifestantes permaneceram nas ruas e enfrentaram as patrulhas. O governo iraniano enviou reforços para tentar conter o avanço dos civis insatisfeitos. O clima de guerra civil se espalha rapidamente por diversas cidades do oeste do país. A economia devastada pela desvalorização do rial é o motor principal desta revolta.
Autoridades judiciais prometeram agir com firmeza contra o que chamam de desestabilização. O procurador-geral da República Islâmica alertou que a repressão será severa e imediata. Contudo as redes sociais mostram imagens de soldados recuando diante da massa humana. A morte de um oficial da milícia Basij foi confirmada por fontes internas. Esse óbito aumentou a tensão entre os militares e a população civil.
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Grupos de direitos humanos monitoram o número crescente de feridos nos hospitais locais. As comunicações por internet sofrem bloqueios constantes em áreas de conflito intenso. Moradores de Asadabad relatam que os gritos contra o regime ecoam durante toda a noite. A tomada simbólica da base militar sinaliza uma perda de medo generalizada. Especialistas acreditam que o regime enfrenta sua maior ameaça desde os protestos de 2022.
Colapso econômico e resistência armada nas ruas
A inflação descontrolada retirou o poder de compra da classe trabalhadora iraniana. O preço de itens básicos subiu drasticamente nos últimos três meses de 2025. Esse cenário empurrou milhões de pessoas para a linha da pobreza extrema. A revolta em Asadabad é apenas um reflexo da frustração nacional acumulada. Manifestantes exigem mudanças estruturais profundas e o fim da influência da Guarda Revolucionária.
Analistas internacionais observam que a capacidade de resposta do Estado está sendo testada. A mobilização em massa dificulta a ação coordenada das forças de elite terrestres. Vídeos divulgados por jornalistas independentes mostram que o povo incendiou prédios associados ao regime em diversas províncias durante a madrugada de quarta-feira. A fumaça preta sobre as bases militares tornou-se a imagem símbolo da resistência.
A elite militar da Guarda Revolucionária tenta reorganizar suas linhas de defesa internas. O comando central ordenou que todas as unidades permaneçam em prontidão máxima. No entanto a deserção de membros de baixo escalão começa a ser reportada. A lealdade das forças armadas tradicionais também é motivo de incerteza para o governo. O cenário de protestos se espalhando e chamados por mudança de regime dominam os relatórios de inteligência globais.
Reações internacionais e o futuro do governo
Países ocidentais acompanham com cautela a evolução dos conflitos no território iraniano. Organizações internacionais pedem que o direito ao protesto pacífico seja respeitado pelas autoridades. O isolamento diplomático do Irã pode aumentar se o massacre de civis continuar. Sanções econômicas mais rígidas já estão sendo discutidas nos conselhos de segurança. O regime acusa potências estrangeiras de instigar a desordem civil nas fronteiras.
A oposição no exílio celebra o que chama de despertar da nação. Líderes dissidentes pedem que as forças de segurança se juntem ao povo nas ruas. A estratégia atual foca em ocupar prédios governamentais e centros de comando logístico. A resistência em Asadabad provou que é possível desestabilizar as bases da repressão. O mundo observa se este movimento resultará em uma queda definitiva do sistema vigente.
As próximas quarenta e oito horas serão decisivas para o destino de Asadabad. Se a população mantiver o controle das áreas ocupadas a revolta pode se consolidar. A resposta do Exército regular será o fator determinante para o desfecho da crise. Enquanto isso os cidadãos iranianos continuam a escrever um novo capítulo na história do Oriente Médio. A vigilância sobre o território permanece total por parte das agências globais.