O Serviço de Segurança da Ucrânia atacou o petroleiro russo Qendil no Mar Mediterrâneo utilizando drones aéreos de longo alcance nesta sexta-feira. A embarcação navegava em águas neutras quando foi atingida por explosivos. O ataque representa a primeira ação militar de Kiev nesta região marítima. Fontes oficiais confirmam que a embarcação sofreu danos críticos durante a incursão.
O petroleiro operava sob bandeira de Omã mas integrava a frota paralela russa. Este grupo de navios transporta petróleo sancionado para financiar o esforço de guerra. A inteligência ucraniana identificou o navio como um alvo legítimo para reduzir as receitas de Moscou. De acordo com os relatórios, a embarcação estava vazia no momento da explosão.
A operação ocorreu a mais de 2.000 quilômetros das bases ucranianas em terra firme. Este alcance demonstra um avanço tecnológico significativo nas capacidades de ataque remoto da Ucrânia. Portanto, a marinha russa enfrenta agora uma ameaça constante mesmo fora do Mar Negro. Moradores de regiões costeiras próximas relataram ter ouvido estrondos intensos durante a madrugada.
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O governo russo reagiu prontamente através de um comunicado oficial de Vladimir Putin. O presidente russo classificou a ação como um ato de pirataria internacional. Ele afirmou que o objetivo ucraniano é aumentar os prêmios de seguro marítimo. Assim sendo, Putin prometeu uma resposta simétrica contra as infraestruturas de logística da Ucrânia.
Especialistas em segurança marítima alertam para o risco de escalada no Mediterrâneo. Além disso, a presença de drones em águas internacionais cria novos desafios jurídicos para a navegação. O ataque ao Qendil sinaliza que nenhum navio ligado ao Kremlin está seguro. As rotas comerciais podem sofrer alterações significativas nos próximos dias devido à insegurança.
Impactos na economia e na frota sombra
A frota fantasma russa utiliza navios envelhecidos para contornar restrições de preço do G7. Nesse sentido, os ataques diretos aumentam os custos operacionais dessas empresas de fachada. Conforme os últimos reportes oficiais do setor, o petroleiro seguia para o porto de Ust-Luga. O navio havia descarregado combustível na Índia no início deste mês.
Analistas acreditam que Kiev pretende sufocar o escoamento de petróleo bruto da Rússia. Contudo, Moscou ainda mantém centenas de embarcações operando sob bandeiras de conveniência. O monitoramento dessas transações exige vigilância constante das agências internacionais de fiscalização. Finalmente, a ação ucraniana coloca em xeque a eficácia da proteção naval russa.
Retaliação e segurança internacional
A comunidade internacional observa com cautela o desenrolar desta nova frente de combate. Por outro lado, o uso de drones hexacópteros sugere que o lançamento ocorreu de perto. É possível que embarcações de apoio tenham facilitado a chegada dos drones ao alvo. Consequentemente, a Marinha russa deve intensificar as patrulhas no Mar Mediterrâneo em breve.
A segurança das rotas energéticas globais permanece sob forte pressão geopolítica. Segundo as informações da agência Reuters, a intensificação dos ataques afeta diretamente o mercado financeiro. Os investidores temem interrupções no fornecimento de combustíveis fósseis vindos do leste. No entanto, a Ucrânia mantém sua estratégia de máxima pressão econômica sobre o Kremlin.