Maduro chega a tribunal em Nova York sob custódia dos EUA

Em operação cinematográfica, ex-presidente venezuelano é levado ao tribunal federal de Manhattan para responder por acusações de narcoterrorismo.

O mundo assiste atônito ao desfecho de uma era na Venezuela. Nicolás Maduro desembarcou no início desta manhã em um heliporto de Manhattan, sendo levado imediatamente para o tribunal federal de Nova York. O transporte foi realizado por uma aeronave militar sob escolta pesada de agentes do DEA e do serviço de Marshals dos Estados Unidos.

A chegada de Maduro ao solo norte-americano ocorre menos de 48 horas após sua captura em Caracas. O ex-mandatário enfrentará um júri sob acusações graves de narcoterrorismo e lavagem de dinheiro. Promotores federais afirmam possuir provas contundentes que ligam a cúpula do antigo governo venezuelano ao tráfico internacional de drogas.

O esquema de segurança montado em torno do tribunal é o maior visto em décadas na cidade. Ruas foram bloqueadas e atiradores de elite ocuparam os prédios adjacentes para evitar qualquer tentativa de resgate ou atentado. A administração de Donald Trump celebrou o pouso como o triunfo da justiça sobre o que chamam de regime criminoso.

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A defesa de Maduro, composta por advogados indicados de ofício até o momento, deve alegar imunidade de chefe de Estado. No entanto, o Departamento de Justiça dos EUA já sinalizou que não reconhece tal proteção para crimes comuns e de terrorismo. A audiência inicial deve durar poucos minutos, servindo apenas para a leitura formal das acusações.

Reação imediata na Venezuela e no mundo

Em Caracas, a notícia da chegada de Maduro ao tribunal causou uma onda de protestos e comemorações em bairros distintos. A presidente interina Delcy Rodríguez ainda não se manifestou oficialmente sobre o início do julgamento em Nova York. Enquanto isso, o Secretário de Estado Marco Rubio reiterou o aviso de que a justiça alcançará todos os envolvidos no esquema.

Conforme apurado em fontes diplomáticas internacionais, a extradição foi facilitada por acordos de inteligência com o novo comando militar venezuelano. A rendição de oficiais de alta patente foi crucial para que Maduro fosse retirado do país sem um banho de sangue em larga escala.

O futuro do petróleo e as sanções

O mercado financeiro reagiu com volatilidade à imagem de Maduro entrando no tribunal. Analistas preveem que a condenação do ex-líder possa acelerar a retirada de sanções sobre a estatal PDVSA. Contudo, como afirmou Marco Rubio recentemente, o controle dos recursos será rígido para evitar que o óleo financie novos ditadores.

Segundo noticiários de última hora, o julgamento pode durar meses devido à complexidade das provas. Donald Trump declarou que este é apenas o primeiro passo para uma “América Latina livre e próspera”. O destino de Maduro agora está nas mãos de um juiz federal em Manhattan, longe do poder que exerceu por mais de uma década.

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