O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro desembarcou nos Estados Unidos sob custódia rigorosa de agentes federais na tarde deste domingo. As imagens obtidas mostram o momento exato em que o político caminha pela pista de pouso após deixar a aeronave oficial que o transportou da Venezuela. Maduro seguiu imediatamente para um helicóptero que realizou o translado final até o heliponto estrategicamente posicionado próximo à sede da agência de combate às drogas.
Durante o trajeto entre o heliponto e o veículo terrestre, observadores notaram que o prisioneiro apresentava uma dificuldade de locomoção evidente na perna esquerda. Maduro andava mancando levemente enquanto era escoltado por homens fortemente armados em direção a um utilitário blindado identificado com as insígnias da instituição. O percurso durou poucos minutos até a entrada principal do complexo de detenção onde ele aguardará o início dos trâmites processuais.
Ao descer do automóvel no pátio interno da unidade, o comportamento de Nicolás Maduro causou estranheza aos presentes e aos jornalistas que acompanhavam a distância. O ex-líder venezuelano demonstrou um estado de espírito incomum para alguém que acaba de perder o poder e enfrentar acusações de narcotráfico internacional. Ele olhou para as equipes de apoio e, de forma educada, desejou boa noite e feliz ano novo a todos os profissionais envolvidos na operação.
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A caminhada final do prisioneiro ocorreu por um corredor interno que conduz diretamente às celas de segurança máxima da unidade federal americana. Enquanto passava pelas grades, Maduro continuou a distribuir cumprimentos cordiais aos carcereiros e funcionários que monitoravam sua entrada no sistema prisional. Certamente, essa postura amigável será analisada por especialistas em comportamento humano para entender se faz parte de uma estratégia de defesa ou de uma negação da realidade.
O mistério sobre o ferimento na perna
O estado físico de Nicolás Maduro tornou-se um dos assuntos mais comentados após a divulgação do vídeo de cinco minutos. Embora o governo dos Estados Unidos não tenha emitido um boletim médico oficial, o fato de ele estar mancando durante a transferência sugere que houve resistência ou incidentes durante a operação de captura em Caracas. Além disso, a equipe de defesa do ex-mandatário pode utilizar qualquer problema de saúde para solicitar condições especiais de detenção durante o período de julgamento.
Especialistas em segurança internacional apontam que a extração de um líder político de seu próprio palácio envolve riscos físicos elevados para todas as partes. Consequentemente, pequenos traumas físicos são comuns em intervenções militares dessa magnitude e complexidade logística. Entretanto, a vitalidade demonstrada por Maduro ao falar com os agentes parece indicar que o possível ferimento não compromete suas funções básicas de comunicação ou raciocínio imediato.
Próximos passos judiciais em solo americano
Agora que Nicolás Maduro está formalmente sob custódia em uma cela da agência, o Departamento de Justiça deve acelerar a leitura das acusações formais. O réu enfrenta um extenso processo que envolve denúncias de conspiração para inundar o território americano com substâncias ilícitas durante as últimas décadas. Por isso, a primeira audiência de custódia deve ocorrer já nas próximas quarenta e oito horas para definir os termos de sua permanência na prisão de segurança máxima.
A estratégia da promotoria americana foca na robustez das provas colhidas ao longo de anos de investigação secreta conduzida por informantes infiltrados no alto escalão venezuelano. Ademais, a cooperação de antigos aliados que já estão em solo americano pode ser o fator determinante para uma condenação histórica. Em suma, o mundo observa com atenção redobrada cada movimento do prisioneiro mais famoso do hemisfério, enquanto a Venezuela inicia um incerto processo de transição política sem o seu antigo comandante.