A tensão geopolítica nas Américas ganhou um rosto e um nome nesta semana: Rick Scott. O senador republicano pela Flórida afirmou categoricamente que a captura de Nicolás Maduro em Caracas é apenas o primeiro passo de uma estratégia maior. Scott declarou que, após a Venezuela, o governo dos Estados Unidos deve voltar sua atenção para as situações políticas em Cuba, Nicarágua e Colômbia.
“A democracia está voltando a este hemisfério”, celebrou o parlamentar em um comunicado que ecoou rapidamente pelos corredores de Washington. Scott é conhecido por ser uma das vozes mais agressivas contra os regimes de esquerda na América Latina e mantém interlocução direta com a Casa Branca. Segundo ele, o êxito da operação militar realizada no último dia 3 de janeiro de 2026 servirá de modelo para intervenções futuras.
O senador destacou que o objetivo é “consertar” o que chama de instabilidade causada pelos regimes de Havana e Manágua. A surpresa, no entanto, ficou para a menção à Colômbia, onde ele previu que um novo presidente assumirá o cargo no próximo ano para alinhar o país novamente aos interesses democráticos ocidentais. Essa postura sinaliza que os EUA não tolerarão governos que não colaborem com a nova ordem hemisférica.
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A declaração de Rick Scott não é vista apenas como retórica eleitoral, mas como um roteiro para a política externa de 2026. Parlamentares em Miami e grupos de exilados já celebram o que consideram o “fim do ciclo socialista” na região. A presença de militares norte-americanos na Venezuela agora funciona como uma base logística estratégica para qualquer movimentação em direção ao Caribe ou à América Central.
Estratégia de Scott para Cuba e Nicarágua
O foco em Cuba é justificado pelo senador como uma necessidade de interromper o que ele chama de “terrorismo estatal” contra os próprios cidadãos. Ele defende que o governo de Miguel Díaz-Canel está fragilizado e deve sofrer sanções ainda mais severas antes de uma ação direta. Scott acredita que a queda do regime cubano poderá ocorrer ainda entre 2026 e 2027.
Para a Nicarágua de Daniel Ortega, o plano segue premissas semelhantes de asfixia econômica e pressão militar nas fronteiras. A proximidade de Ortega com potências como a Rússia é citada pelo parlamentar como um risco inaceitável para a segurança nacional dos EUA. O senador insiste que a liberdade do hemisfério depende da remoção de qualquer influência estrangeira hostil ao norte-americano.
Colômbia sob pressão direta de Washington
A inclusão de Bogotá no radar das ameaças é um desdobramento crítico que afeta o equilíbrio da América do Sul. Scott foi enfático ao dizer que a Colômbia será o próximo alvo da reconstrução democrática comandada pelos Estados Unidos. Isso coloca o atual governo colombiano em uma posição defensiva, buscando apoio em fóruns internacionais para evitar o mesmo destino da Venezuela.
O impacto dessa declaração deve forçar o governo brasileiro a abandonar sua neutralidade atual. Se a visão de Rick Scott se tornar política oficial, o Brasil poderá se ver cercado por zonas de conflito ou países sob ocupação militar temporária. O cenário para o restante de 2026 é de alerta total, com o mercado financeiro já precificando o risco de uma guerra continental que envolva as principais economias da América Latina.