Rodríguez anuncia libertação de presos na Venezuela

Em meio ao vácuo de poder após captura de Maduro, cúpula do regime anuncia soltura de detentos em gesto de transição humanitária forçada.

O cenário político venezuelano sofreu uma reviravolta dramática nesta tarde de quinta-feira. Jorge Rodríguez anunciou publicamente que, a partir deste exato momento, um número significativo de presos políticos venezuelanos e estrangeiros está sendo colocado em liberdade. A decisão ocorre em um momento de extrema fragilidade do antigo comando governamental após a intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

A medida atende a exigências humanitárias internacionais que pressionavam pela soltura de ativistas, líderes da oposição e cidadãos norte-americanos detidos sob acusações de espionagem. Rodríguez, em seu pronunciamento, indicou que a ação visa garantir uma transição com o menor nível de violência possível entre as facções internas e as forças externas estacionadas no país. Ônibus e veículos oficiais já foram vistos deixando o presídio de El Helicoide sob forte escolta de segurança.

A soltura imediata desses indivíduos é vista como um gesto de capitulação das forças que ainda mantinham lealdade ao antigo regime. Entre os libertados, espera-se encontrar figuras emblemáticas da resistência política que estavam encarceradas há anos sem julgamento definitivo. O anúncio provoca uma onda de celebrações em Caracas e reforça a percepção de que o controle institucional do país está mudando de mãos de forma acelerada neste início de 2026.

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A comunidade internacional recebeu o anúncio com cautela, aguardando a confirmação da lista completa de nomes e o estado de saúde de cada detento. O Departamento de Estado dos EUA sinalizou que a libertação de seus cidadãos era uma condição inegociável para qualquer diálogo sobre a reconstrução econômica da Venezuela sob a nova gestão. A operação de soltura está sendo monitorada por observadores de direitos humanos para evitar que retaliações ocorram no trajeto de saída.

O papel de Jorge Rodríguez na transição

Como presidente da Assembleia Nacional, Rodríguez tornou-se o interlocutor necessário entre os remanescentes do chavismo e os novos administradores indicados por Washington. Sua declaração de que a libertação ocorre “neste exato momento” demonstra a urgência em desarmar as bombas diplomáticas que impediam o reconhecimento de uma nova ordem. Ele tem sido o canal oficial para as negociações de paz que buscam evitar um banho de sangue em larga escala.

O destino de Rodríguez e de outros membros da cúpula ainda é incerto, mas a entrega dos presos políticos é considerada o maior trunfo para negociar garantias pessoais de segurança. A pressão de aliados de Trump no Senado como Rick Scott, que já mencionou a necessidade de expandir a democracia no hemisfério, forçou o regime a abrir as celas antes de uma nova onda de incursões táticas.

Reação dos familiares e próximos passos

Nas portas das principais prisões de Caracas, centenas de pessoas se aglomeram com fotos de seus entes queridos, aguardando o momento em que os portões serão abertos. A soltura de estrangeiros, principalmente americanos e colombianos, deve acelerar a retirada de sanções pontuais que ainda pesam sobre a logística de alimentos e remédios. A crise humanitária que assolava o país começa a ter um vislumbre de alívio com o retorno desses líderes às suas casas e à vida pública.

O governo provisório que está sendo desenhado com apoio dos EUA deve assumir a gestão desses processos judiciais nos próximos dias. Por ora, o foco permanece na integridade física dos libertados e na garantia de que possam deixar as instalações militares sem sofrer ataques de grupos paramilitares. A Venezuela entra em uma nova fase, onde a liberdade desses prisioneiros simboliza o fim de uma era de isolamento político e repressão sistemática.

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