Rússia apoia plano de Trump para anexar a Groenlândia aos EUA

Enquanto Washington ameaça aliados europeus com tarifas, Moscovo incentiva a anexação da ilha dinamarquesa, prevendo o colapso da unidade militar do Ocidente.

Foto: Kremlin.ru / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O Kremlin confirmou nesta segunda-feira que apoia a visão expansionista de Donald Trump sobre a Groenlândia. Moscovo acredita que o presidente americano entrará para a história caso concretize a posse do território.

A declaração surge num momento de tensão máxima entre Washington e a Europa. Trump já anunciou tarifas de 10% contra oito países aliados que se opõem ao seu plano de anexação.

A estratégia americana visa oficialmente conter a influência russa e chinesa no Ártico. No entanto, o apoio inesperado de Vladimir Putin revela uma jogada de mestre da geopolítica russa.

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Para Moscovo, a insistência de Trump em tomar um território soberano da Dinamarca é o rastilho ideal. Putin sabe que esta ação pode forçar uma rutura definitiva no seio da OTAN.

O governo dinamarquês reiterou que a ilha não está à venda e enviou tropas para reforçar a soberania local. Em resposta, Trump intensificou a retórica de força nas redes sociais.

Crise transatlântica e a estratégia de Putin

Especialistas afirmam que o apoio russo não é uma aliança de amizade, mas um cálculo de destruição. Ao incentivar Trump, Putin acelera o isolamento dos Estados Unidos perante os seus parceiros tradicionais.

A Europa já discute uma “bazuca anticoerção” para responder economicamente às sanções de Washington. Esta guerra comercial enfraquece a defesa coletiva ocidental, exatamente como o Kremlin planeou.

Ao contrário do que Trump afirma, a Rússia não parece intimidada pela presença americana na ilha. Pelo contrário, o governo russo incentiva publicamente que o presidente dos EUA não recue nas suas intenções expansionistas.

Segurança nacional ou expansionismo puro?

O governo americano sustenta que a Groenlândia é vital para o sistema de defesa “Golden Dome”. Contudo, a resistência interna no Congresso dos EUA começa a crescer contra medidas militares.

Parlamentares de ambos os partidos tentam travar o uso de fundos para ações contra aliados da OTAN. A crise na Groenlândia já é considerada a maior rutura diplomática em gerações, superando conflitos anteriores.

Enquanto as tensões aumentam no Ártico, Putin observa de longe a implosão de uma aliança que durava décadas. O futuro da soberania europeia está agora sob ameaça direta de Washington e Moscovo.

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