O governo da Rússia emitiu um comunicado de urgência na manhã deste sábado exigindo explicações imediatas sobre a detenção de Nicolás Maduro. Moscou classificou a ação das forças especiais dos Estados Unidos como um sequestro internacional violento e ilegal.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a integridade física de Maduro é responsabilidade direta de Washington. O Kremlin exige acesso consular imediato e provas de vida do líder venezuelano e de sua esposa.
A reação russa ocorre poucas horas após o presidente Donald Trump confirmar a captura de Maduro em Caracas. Para Moscou, a operação militar norte-americana representa uma quebra brutal da soberania nacional e das leis fundamentais da ONU.
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O governo russo alertou que não ficará indiferente à desestabilização provocada na América do Sul. De acordo com os estrategistas do Kremlin, a invasão cria um precedente perigoso para qualquer nação que possua recursos naturais estratégicos.
Diplomacia sob tensão e risco de escalada
Moscou solicitou uma conferência telefônica de emergência com o Departamento de Estado norte-americano para tratar do caso. A Rússia sustenta que Maduro possui imunidade diplomática por ser um chefe de Estado em exercício pleno de suas funções.
O Ministério da Defesa da Rússia já monitora a movimentação de tropas dos Estados Unidos em direção ao Caribe. Consequentemente, as forças navais russas posicionadas na região entraram em estado de prontidão técnica para garantir a segurança de seus ativos.
Aliados como o Irã e a China também expressaram apoio ao pedido de esclarecimento imediato de Moscou. Segundo os dados oficiais, o bombardeio prévio à captura atingiu infraestruturas civis e gerou revolta nas representações diplomáticas aliadas.
Impacto global e reações no Brasil
O Brasil acompanha com extrema preocupação o embate verbal entre as duas maiores potências nucleares do mundo. O governo brasileiro reforçou a segurança nas imediações da embaixada russa em Brasília para evitar qualquer tipo de hostilidade.
Especialistas em política internacional afirmam que a exigência da Rússia coloca os Estados Unidos em uma posição defensiva. Washington precisará provar a legalidade da operação militar perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas nas próximas horas.
Conforme as informações diplomáticas, o isolamento da Venezuela e a prisão de seu líder podem gerar uma ruptura nas relações bilaterais entre Moscou e Washington. O comércio global de petróleo já reflete a instabilidade com forte oscilação de preços.
A Rússia prometeu levar o caso a todas as instâncias jurídicas internacionais possíveis. Moscou reitera que a solução para os problemas internos de qualquer país deve ocorrer através do diálogo soberano, sem intervenção estrangeira armada.
O dia de hoje marca o início de uma batalha diplomática que pode redefinir as alianças globais. O mundo aguarda a resposta de Washington ao ultimato de Moscou enquanto Caracas permanece sob vigilância militar estrangeira constante.