Trump aprova lei com tarifa de 500% sobre petróleo russo

Nova legislação dos Estados Unidos busca asfixiar economia de Putin e coloca parceiros comerciais do Brasil e dos BRICS sob ameaça de sanções sem precedentes.

O presidente Donald Trump autorizou o avanço de um projeto de lei bipartidário que estabelece tarifas de importação de pelo menos 500% para nações que mantêm comércio de energia com a Rússia. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (07), após uma reunião estratégica com o senador republicano Lindsey Graham. O objetivo central da medida é cortar o financiamento da máquina de guerra russa.

O projeto, intitulado Sanctioning Russia Act of 2025, foca diretamente em grandes compradores globais como China, Índia e Brasil. Segundo os termos da nova legislação, os Estados Unidos aplicarão sobretaxas massivas sobre quaisquer bens e serviços vindos desses países caso continuem importando petróleo, derivados ou urânio de origem russa. O movimento é visto como uma pressão final para forçar um acordo de paz na Ucrânia.

No cenário brasileiro, o impacto é imediato e gera alerta no Palácio do Planalto. O país tornou-se um dos principais destinos do diesel russo nos últimos meses, aproveitando os preços abaixo do mercado internacional. Com a nova regra, o Brasil pode enfrentar barreiras comerciais intransponíveis para exportar seus próprios produtos ao mercado americano, o que desestruturaria balanças comerciais inteiras.

Leia Também: Congresso aprova Orçamento 2026 com cortes sociais graves

A estratégia de Trump utiliza a economia como arma diplomática de alto calibre. O senador Lindsey Graham afirmou publicamente que o texto oferece ao presidente uma alavanca extraordinária contra os membros dos BRICS. A lei prevê que as tarifas de 500% sejam aplicadas automaticamente se o governo americano identificar que o comprador tem ciência da origem russa do produto energético.

Impacto nas relações comerciais globais

Especialistas indicam que o Brasil está em uma posição delicada. Embora as relações entre os governos tenham pontos de convergência, a dependência energética russa tornou-se um alvo direto de Washington. Se o Brasil não reduzir drasticamente suas compras de combustível, o setor de agronegócio e manufatura poderá ser taxado em níveis que inviabilizam qualquer lucro.

A nova legislação também estipula revisões a cada 90 dias para verificar se as nações alvo estão cumprindo as exigências de isolamento econômico de Moscou. O governo americano poderá suspender as taxas apenas se houver um acordo de paz definitivo ou se o país provar o fim total das importações. O setor de energia global agora aguarda a votação no Congresso, prevista para a próxima semana.

Para validar os detalhes sobre a tramitação desse projeto e as declarações oficiais de Washington, é possível consultar a cobertura em tempo real nos portais de análise internacional e as repercussões diretas nos mercados emergentes. A medida é considerada o maior teste para a diplomacia brasileira em 2026.

Perspectivas para o mercado de combustíveis

O mercado financeiro reagiu com volatilidade à notícia da aprovação do “sinal verde” por Trump. Analistas preveem que o preço do diesel no Brasil sofra pressão de alta, caso a Petrobras ou importadores privados precisem buscar fornecedores mais caros para evitar as sanções americanas. A incerteza paira sobre a capacidade de negociação do bloco dos BRICS diante da postura agressiva da Casa Branca.

Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não emitiu uma nota oficial sobre o endurecimento das sanções. Contudo, fontes internas indicam que o corpo diplomático trabalha para garantir exceções ou prazos de transição que evitem o colapso das trocas comerciais com os Estados Unidos. O desfecho dependerá da velocidade com que o Congresso americano ratificará o texto.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários