Trump convida Putin para Conselho de Paz em Gaza

Moscou estuda detalhes de convite feito por Washington para supervisionar reconstrução de Gaza. Proposta de Trump ignora ritos da ONU e gera forte resistência em Israel.

O governo da Rússia confirmou ter recebido o convite para que o presidente Vladimir Putin integre o Conselho de Paz de Gaza. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou está analisando minuciosamente a proposta enviada pelos Estados Unidos.

A oferta foi enviada por Donald Trump via canais diplomáticos no último fim de semana. Consequentemente, o governo russo busca esclarecer as “nuances” do conselho antes de oficializar qualquer tipo de adesão ao projeto americano.

A proposta de Trump prevê que o órgão supervisione a transição política e a desmilitarização da Faixa de Gaza. Além disso, o conselho teria autoridade para gerir fundos bilionários destinados à infraestrutura e ajuda humanitária no enclave palestino.

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O plano de Washington estabelece condições rígidas para a participação permanente de grandes potências no grupo. Segundo fontes diplomáticas, Trump exige uma contribuição de US$ 1 bilhão para garantir um assento vitalício no comitê de decisões.

Países que não efetuarem o pagamento podem participar com mandatos temporários de apenas três anos. Todavia, esses membros não teriam o mesmo peso decisório nas ações estratégicas do Conselho de Paz liderado pessoalmente pelo presidente dos EUA.

Resistência de Israel e Aliados

O anúncio provocou uma reação imediata e negativa por parte do governo de Israel. O gabinete de Benjamin Netanyahu afirmou que a criação do conselho executivo não foi coordenada com o país e contraria as diretrizes de segurança israelenses.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, foi ainda mais incisivo ao classificar a proposta como um “mau negócio”. O governo israelense defende que a administração de Gaza deve permanecer sob controle militar direto de Israel até que o Hamas seja totalmente erradicado.

O Conselho de Paz de Trump já conta com nomes como o ex-premiê britânico Tony Blair e o bilionário Jared Kushner. A participação da Rússia seria um marco histórico, unindo Washington e Moscou em um projeto de segurança mútua no Oriente Médio após anos de tensões na Ucrânia.

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