O presidente Donald Trump enviou uma onda de choque à diplomacia mundial ao reafirmar que a anexação da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional inegociável. Nesta terça-feira (6), a Casa Branca confirmou que o governo discute diversas opções para adquirir o território, incluindo o uso das Forças Armadas.
A porta-voz Karoline Leavitt declarou que garantir o controle da ilha é vital para dissuadir adversários como Rússia e China na região do Ártico. A posição estratégica da Groenlândia é vista como o “escudo final” para a proteção do território norte-americano contra novas ameaças globais.
O interesse de Trump, que já era conhecido, ganhou contornos de urgência após operações militares recentes na América do Sul. O governo americano sustenta que a Dinamarca não possui a capacidade defensiva necessária para proteger a ilha de incursões de potências rivais.
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Líderes europeus reagiram com indignação, afirmando que a integridade territorial da Dinamarca deve ser respeitada conforme o direito internacional. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer tentativa de tomada forçada marcaria o fim da OTAN como aliança.
Internamente, assessores de alto escalão, como Stephen Miller, minimizam o risco de um conflito em larga escala. Segundo Miller, nenhuma nação enfrentaria os Estados Unidos militarmente pelo controle da Groenlândia, dada a superioridade bélica esmagadora das forças americanas.
Recursos Naturais e Estratégia Ártica
Além da questão defensiva, a ilha é rica em minerais críticos e terras raras, essenciais para a indústria de alta tecnologia e defesa. O controle desses recursos permitiria aos EUA reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e consolidar sua hegemonia econômica no século XXI.
O degelo das calotas polares também abriu novas rotas de navegação que são disputadas intensamente. A anexação definitiva garantiria que Washington dite as regras do comércio marítimo no topo do mundo, isolando competidores estratégicos.
Crise Diplomática sem Precedentes
A Dinamarca e o governo autônomo local da Groenlândia já solicitaram reuniões urgentes com o secretário de Estado, Marco Rubio. Eles buscam esclarecimentos sobre as ameaças e reiteram que o território “não está à venda” sob nenhuma hipótese ou acordo financeiro.
A comunidade internacional teme que a insistência de Trump leve a um isolamento diplomático dos EUA sem precedentes. No entanto, o presidente mantém o discurso de que a segurança nacional está acima de protocolos tradicionais, sinalizando que a pressão militar continuará sendo uma ferramenta ativa de sua política externa.
