O jornalista americano Tucker Carlson causou um abalo diplomático global ao declarar que o presidente Donald Trump prepara um anúncio de guerra contra a Venezuela. Segundo Carlson a informação foi repassada a membros selecionados do Congresso dos Estados Unidos que foram avisados sobre a iminência das hostilidades. O pronunciamento oficial estaria previsto para ocorrer ainda na noite desta quarta-feira durante uma mensagem à nação.
A tensão militar na região atingiu seu ápice histórico com a mobilização da maior armada naval já reunida na América do Sul. O governo americano mantém um bloqueio total contra petroleiros venezuelanos alegando que o país deve devolver direitos energéticos que pertenciam a empresas dos EUA. Trump afirmou recentemente que a Venezuela está completamente cercada e que o choque militar será algo sem precedentes.
A movimentação de tropas e navios ocorre sob o pretexto de uma missão de combate ao narcotráfico no Caribe mas as declarações recentes de Trump sugerem um foco direto no regime de Nicolás Maduro. O presidente americano reiterou que não descarta uma invasão terrestre caso as exigências sobre ativos petrolíferos não sejam atendidas. O clima em Washington é de prontidão máxima enquanto aliados e opositores monitoram a base aérea de Andrews.
Resistência no Congresso e implicações legais
Apesar do tom agressivo da Casa Branca a Câmara dos Representantes dos EUA vive um momento de intensa divisão interna. Deputados democratas tentaram aprovar resoluções para conter o poder de guerra presidencial mas as propostas foram rejeitadas por uma margem mínima de votos. A derrota dessas medidas conforme a declaração de parlamentares oposicionistas abre caminho jurídico para que o Executivo tome decisões unilaterais sobre o uso da força.
O Pentágono e analistas militares alertam que uma intervenção direta em solo venezuelano poderia resultar em um conflito prolongado e custoso. Há preocupações de que a logística para uma ocupação terrestre ainda não esteja totalmente concluída apesar da presença naval massiva no mar do Caribe. No entanto o uso de ataques aéreos cirúrgicos contra infraestruturas estratégicas é considerado a opção mais imediata e provável.
Enquanto Tucker Carlson sustenta a tese do anúncio iminente fontes ligadas ao setor de defesa mencionam que a pressão psicológica faz parte da estratégia de negociação de Trump. Segundo dados oficiais da diplomacia americana o objetivo central permanece sendo o retorno de ativos e a mudança de governo em Caracas através de asfixia econômica e militar.
Resposta de Caracas e alerta regional
O governo de Nicolás Maduro reagiu duramente às ameaças classificando o bloqueio naval como uma “vitória” moral que revela as verdadeiras intenções de Washington. O Ministério da Defesa da Venezuela mobilizou milícias e colocou as forças armadas em alerta máximo para responder a qualquer tentativa de violação do território nacional. Maduro também buscou apoio diplomático junto à ONU para denunciar o que chama de cerco criminoso.
Países vizinhos como Colômbia e Brasil observam a escalada com extrema cautela temendo uma crise migratória e humanitária sem precedentes. A China e a Rússia também manifestaram oposição a qualquer medida de intimidação unilateral sinalizando que o conflito pode atrair outras potências globais. O cenário permanece volátil e o mundo aguarda o próximo passo do Salão Oval.