O comando militar da Venezuela oficializou o fechamento total da fronteira com o Brasil por tempo indeterminado neste sábado. A ordem partiu diretamente do Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em retaliação à incursão estrangeira que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Tropas da Guarda Nacional Bolivariana posicionaram blindados e barreiras físicas na rodovia que liga Santa Elena de Uairén a Pacaraima. Como resultado, o fluxo de veículos de carga e pedestres está completamente interrompido na região norte de Roraima.
A decisão de isolamento busca evitar novas entradas de forças externas em território venezuelano. Além disso, os militares fiéis ao regime chavista tentam impedir a fuga de membros do alto escalão do governo para o Brasil.
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O governo brasileiro reagiu imediatamente ao anúncio do bloqueio venezuelano. O Ministério da Defesa determinou que o Exército Brasileiro reforce o patrulhamento em toda a extensão da Linha de Fronteira para garantir a integridade nacional.
Bloqueio em Pacaraima e crise humanitária
A interrupção do trânsito afeta diretamente a Operação Acolhida, responsável pelo recebimento de imigrantes. Centenas de venezuelanos encontram-se agora retidos no lado vizinho, sem acesso aos serviços básicos de triagem e saúde oferecidos em solo brasileiro.
Muitas famílias relatam momentos de tensão com a presença de tanques e soldados fortemente armados. Por outro lado, o Itamaraty monitora a situação de brasileiros que residem na Venezuela e que agora estão impedidos de retornar para casa.
De acordo com os dados de segurança, o consulado brasileiro em Caracas emitiu um alerta urgente de segurança. A recomendação é que os nacionais permaneçam em suas residências e evitem deslocamentos para as áreas de fronteira.
Impacto no comércio e abastecimento de Roraima
O fechamento da fronteira gera um impacto econômico severo para o comércio local. Roraima depende da importação de diversos insumos venezuelanos, incluindo fertilizantes e energia elétrica para algumas localidades isoladas da rede nacional.
Caminhoneiros brasileiros estão parados nos pátios de Santa Elena, aguardando uma solução diplomática. Conforme a nota oficial de Roraima, o estado já solicitou um plano de contingência para evitar que o preço dos combustíveis e alimentos dispare na capital, Boa Vista.
Empresários do setor de transporte temem prejuízos milionários com cargas perecíveis presas nas barreiras militares. Devido ao clima de guerra, as seguradoras suspenderam novas apólices para viagens internacionais na região nesta manhã.
A diplomacia brasileira tenta estabelecer um canal de comunicação com os generais venezuelanos. No entanto, a ausência de um interlocutor central em Caracas dificulta as negociações para a abertura de um corredor humanitário temporário.

