Polícia Federal declara Carlos Rocha foragido após ordem do STF

Agentes federais não localizam Carlos Rocha em endereço oficial após determinação de prisão domiciliar pelo ministro Alexandre de Moraes e defesa alega mudança de residência sem aviso.

A Polícia Federal confirmou oficialmente neste fim de semana que Carlos Cesar Moretzsohn Rocha está foragido. O engenheiro preside o Instituto Voto Legal e integra a lista de condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Os agentes federais tentaram cumprir o mandado de prisão domiciliar em São Paulo. Entretanto os policiais não encontraram o alvo em sua residência cadastrada na Justiça.

A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes no último sábado. O magistrado determinou que Rocha e outros nove condenados passassem ao regime de monitoramento domiciliar imediato. A medida visa evitar novas tentativas de evasão do país. O monitoramento eletrônico agora faz parte do protocolo de segurança para réus que possuem condenações elevadas em instâncias superiores.

O presidente do instituto recebeu sentença de sete anos e seis meses de reclusão. A condenação envolve os crimes de organização criminosa armada e abolição violenta do Estado. Rocha atuou na elaboração de relatórios que questionavam a segurança das urnas eletrônicas em 2022. O Supremo Tribunal Federal considerou que tais documentos serviram para desestabilizar o processo democrático nacional.

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A defesa técnica de Carlos Rocha confirmou o contato com o cliente durante a operação policial. Os advogados relataram que o engenheiro informou sobre uma mudança de endereço recente. Contudo o condenado se recusou a fornecer a localização exata de sua nova moradia aos próprios defensores. Diante desse cenário a Polícia Federal registrou o descumprimento da ordem judicial no relatório enviado ao gabinete de Moraes.

Consequentemente o status de foragido altera drasticamente a situação jurídica do réu. O ministro pode converter a prisão domiciliar em preventiva a qualquer momento. Essa mudança ocorre quando a Justiça identifica o risco real de fuga ou obstrução dos processos em curso. Segundo dados oficiais a Polícia Federal mantém equipes em alerta para localizar o presidente do Instituto Voto Legal em outros endereços vinculados.

A intensificação das prisões domiciliares aconteceu após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques. O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal tentou deixar o território nacional recentemente. Por esse motivo a Suprema Corte decidiu antecipar o recolhimento dos demais condenados que ainda aguardavam recursos em liberdade. O objetivo central é garantir a aplicação da lei penal e evitar que novos nomes deixem o Brasil.

O papel do Instituto Voto Legal no processo

O Instituto Voto Legal ganhou destaque nacional ao ser contratado para auditar o sistema eleitoral. O relatório assinado por Carlos Rocha apontava supostas inconsistências nos modelos de urnas anteriores a 2020. No entanto a Justiça Eleitoral e observadores internacionais descartaram todas as alegações de fraude. Conforme a declaração técnica apresentada no processo o trabalho não possuía embasamento científico para contestar os resultados das votações.

Nesse sentido a condenação de Rocha reflete a interpretação do tribunal sobre o uso político de dados técnicos. Os ministros entenderam que a divulgação de informações falsas comprometeu a ordem pública. Além disso o grupo de dez alvos da operação atual inclui ex-membros do Exército e assessores políticos de alto escalão. Todos devem cumprir medidas restritivas severas enquanto aguardam o trânsito em julgado das sentenças.

Próximos passos da Polícia Federal

A Polícia Federal agora trabalha com serviços de inteligência para monitorar terminais rodoviários e aeroportos. O nome de Carlos Rocha pode ser inserido no sistema de alertas de fronteira nas próximas horas. Caso ele não se apresente voluntariamente as buscas serão ampliadas para todo o território nacional. A justiça brasileira reforça que o descumprimento de medidas cautelares é motivo suficiente para o encarceramento em regime fechado.

Dessa forma o cenário para o presidente do instituto se torna cada vez mais complexo. A recusa em informar o endereço atual é interpretada como uma afronta direta à autoridade do Judiciário. O governo federal acompanha o desdobramento da operação para garantir que todos os condenados cumpram suas obrigações legais. A sociedade aguarda agora o posicionamento oficial do STF sobre a possível decretação da prisão preventiva total de Carlos Rocha.

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