Arábia Saudita e Catar: Granizo cobre deserto em evento raro

Fenômeno climático extremo transforma dunas em paisagem de inverno e provoca queda brusca de temperatura em regiões fronteiriças entre sauditas e catarianos.

O deserto nas proximidades da fronteira entre a Arábia Saudita e o Catar registrou um evento meteorológico extraordinário nas últimas 48 horas. Uma tempestade severa despejou volumes massivos de granizo sobre a região arenosa. O fenômeno cobriu as dunas com uma espessa camada branca. Moradores e turistas compartilharam registros impressionantes nas redes sociais.

As imagens mostram camelos caminhando sobre o gelo em áreas onde as temperaturas costumam superar os 40°C durante boa parte do ano. O sistema de baixa pressão atmosférica originado no Mar Arábico causou a instabilidade. Este sistema avançou para o interior do continente. O encontro do ar úmido com as massas de ar seco do deserto gerou nuvens de tempestade carregadas.

O Centro Nacional de Meteorologia da Arábia Saudita emitiu alertas vermelhos para diversas províncias. A região de Al-Jawf e áreas próximas à fronteira com o Catar sofreram os maiores impactos. As autoridades locais pediram cautela aos motoristas. A visibilidade nas estradas que ligam os dois países caiu drasticamente durante o auge do granizo.

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A Defesa Civil saudita mobilizou equipes de emergência para monitorar possíveis inundações repentinas. O granizo derrete rapidamente sob o sol do Oriente Médio. Este processo causa o transbordamento imediato de uádis, que são leitos de rios secos. A infraestrutura urbana de cidades próximas sentiu o impacto da precipitação intensa.

Especialistas em climatologia afirmam que a frequência desses eventos está aumentando na Península Arábica. O aquecimento global altera as correntes de jato e a circulação atmosférica regional. Dados indicam que a temperatura em locais afetados caiu para níveis próximos a zero grau Celsius durante a madrugada.

Impacto na rotina e segurança pública

O governo do Catar também monitorou a evolução das células de tempestade que cruzaram a fronteira. O Departamento de Meteorologia de Doha confirmou chuvas torrenciais acompanhadas de ventos fortes. Pequenas áreas residenciais próximas ao limite territorial com a Arábia Saudita relataram danos em telhados e veículos estacionados.

A população local reagiu com surpresa e entusiasmo ao cenário de inverno improvisado. Muitos residentes viajaram para as áreas afetadas para registrar o momento histórico. Contudo, os órgãos de segurança pública reforçaram que o solo instável e as poças de gelo representam riscos de acidentes graves.

Conforme as projeções meteorológicas, a instabilidade deve persistir em menor escala nos próximos dias. Os meteorologistas acompanham o deslocamento da massa de ar em direção ao leste. Estão previstas novas chuvas para os Emirados Árabes Unidos. O segundo dados oficiais do setor, o volume de precipitação deste mês já supera a média histórica para o período em várias estações de monitoramento.

Mudanças nos padrões climáticos regionais

A recorrência de neve e granizo em regiões áridas reacende o debate sobre a resiliência das cidades do Golfo. A arquitetura local não foi projetada para lidar com gelo acumulado. A drenagem urbana enfrenta desafios quando confrontada com tempestades desta magnitude. Governos locais agora consideram novos protocolos de urbanismo.

As mudanças meteorológicas impactam também a biodiversidade do deserto. A flora local pode responder de forma imprevisível à umidade excessiva e ao frio súbito. Cientistas da região iniciaram coletas de dados para entender os efeitos a longo prazo no ecossistema local.

A vigilância permanece constante enquanto o sistema frontal se dissipa. A prioridade atual das autoridades é a desobstrução de vias e a assistência a comunidades isoladas. O fenômeno deve ser lembrado como um dos eventos mais visualmente impactantes de 2025 na região árabe, conforme a declaração de especialistas meteorológicos internacionais.

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