Correios entram em greve em nove estados por reajuste

Paralisação nacional ganha força após assembleias rejeitarem proposta da empresa; sindicatos exigem melhorias salariais e volta de benefícios.

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em nove estados brasileiros nesta quarta-feira (17). A paralisação afeta centros de distribuição e agências.

O movimento ocorre após o fracasso nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026. As assembleias sindicais rejeitaram a última oferta apresentada pela empresa estatal.

A categoria reivindica um aumento real de salários e a redução do compartilhamento no plano de saúde. Além disso, os funcionários pedem a contratação imediata de novos profissionais.

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A direção dos Correios propôs um reajuste de 6,05% a partir de janeiro de 2026. Contudo, os sindicatos consideram o índice insuficiente para repor as perdas inflacionárias.

Estados afetados e impacto nas entregas

A greve atinge unidades estratégicas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O Distrito Federal também registrou forte adesão dos trabalhadores nesta manhã.

Em nota, a Findect afirmou que a empresa tem lucros recordes mas não valoriza o corpo técnico. A federação espera uma nova contraproposta para encerrar o movimento grevista.

Os serviços de Sedex e PAC podem sofrer atrasos significativos nas regiões com paralisação parcial. A estatal orienta os clientes a monitorarem o rastreamento pelo aplicativo oficial.

As agências franqueadas operam normalmente, mas dependem do fluxo dos centros de triagem parados. A justiça do trabalho deve mediar o conflito nos próximos dias.

Negociações e cenário jurídico

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) monitora a manutenção dos serviços essenciais durante o período. A lei exige que 30% do efetivo permaneça em atividade.

A empresa afirma que mantém o diálogo aberto com as representações sindicais. Conforme dados oficiais, paralisações anteriores foram resolvidas com mediação judicial após semanas de impasse.

O setor de e-commerce já busca alternativas logísticas para evitar prejuízos no final do ano. Muitas lojas virtuais estão migrando envios para transportadoras privadas temporariamente.

A categoria também protesta contra a sobrecarga de trabalho e a falta de investimentos em segurança. Segundo a declaração de líderes sindicais, as condições das unidades de distribuição são precárias em diversos estados brasileiros.

Os Correios contrataram mão de obra temporária para garantir a triagem das cargas acumuladas. No entanto, o volume de encomendas deste período do ano dificulta a normalização rápida.

A expectativa é que uma nova rodada de conciliação ocorra no TST ainda esta semana. O governo federal acompanha o caso para evitar crises maiores no sistema nacional de logística.

O leitor deve ficar atento aos prazos de pagamento de boletos enviados via postal. A paralisação não isenta o consumidor de multas por atraso no pagamento de faturas.

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