A Nestlé confirmou nesta semana um dos maiores recalls de sua história recente. A medida atinge lotes das fórmulas infantis NAN, SMA e BEBA em mais de 25 países.
O alerta disparou após a identificação da toxina cereulida em um ingrediente fornecido por terceiros. Essa substância é produzida pela bactéria Bacillus cereus e preocupa especialistas.
Diferente de outros agentes biológicos, a cereulida é altamente termoestável. Isso significa que ferver a água ou aquecer a fórmula não elimina o risco de intoxicação.
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A lista de países afetados inclui gigantes da Europa como Alemanha e França. Na América Latina, a Argentina já iniciou o recolhimento oficial de lotes fabricados localmente.
Os sintomas da contaminação surgem rapidamente, entre 30 minutos e 6 horas após o consumo. Bebês podem apresentar vômitos intensos, diarreia e letargia incomum após a ingestão.
Alerta para consumidores no Brasil
Embora a Nestlé Brasil não tenha emitido alerta para lotes nacionais, a vigilância foi redobrada. O risco reside em produtos trazidos de fora ou adquiridos via importação direta online.
A contaminação foi rastreada até uma falha técnica na limpeza de um fornecedor de óleo ARA. O erro comprometeu a segurança de centenas de lotes produzidos no final de 2025, conforme o risco de contaminação detalhado por agências internacionais.
Pais que possuem latas de NAN ou Alfamino compradas recentemente devem checar o lote. A recomendação é suspender o uso imediatamente caso o produto coincida com a lista oficial.
Procedimentos e ressarcimento global
A multinacional ativou canais de atendimento para realizar o reembolso integral aos consumidores. O processo ocorre de forma voluntária para evitar casos confirmados de hospitalização infantil.
Autoridades de saúde, como a ANMAT na Argentina, monitoram a retirada dos itens das prateleiras. A precisão no rastreio é vital, segundo dados oficiais das entidades reguladoras que acompanham o desdobramento da crise.
Até o momento, não há registros de óbitos associados ao consumo dos lotes afetados. A Nestlé afirma estar colaborando com todas as agências sanitárias para normalizar o abastecimento seguro.
A orientação para quem notar sintomas no bebê é procurar prontamente um médico pediatra. O tratamento foca na hidratação e monitoramento das funções hepáticas da criança afetada.
