A Polícia Federal obteve provas documentais que detalham viagens internacionais de Fábio Luís Lula da Silva. Os relatórios confirmam que o empresário voou em primeira classe para Portugal. Ele estava acompanhado por Antonio Carlos Camilo Antunes, ex-presidente do INSS e figura influente no governo federal.
Os documentos revelam que as passagens custaram dezenas de milhares de reais. O rastreamento indica que o embarque ocorreu em um período de intensa articulação política. Consequentemente, a PF agora investiga quem financiou os bilhetes e qual era o objetivo real da comitiva em solo europeu.
Conexão entre Lulinha e o ex-presidente do INSS
Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado em relatórios de “Careca do INSS”, aparece como figura central na trama. A investigação aponta uma proximidade atípica entre o então gestor público e o filho do presidente. Além disso, as agendas em Portugal incluíam reuniões que não constavam nos compromissos oficiais do órgão previdenciário.
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A PF cruzou dados de cartões de crédito e registros de imigração. Os agentes buscam entender se houve conflito de interesses ou tráfico de influência nas tratativas realizadas no exterior. A defesa dos citados nega qualquer irregularidade e afirma que as viagens possuíam caráter privado.
Gastos de luxo e quebra de sigilo
O sigilo bancário e telemático de investigados próximos ao grupo permitiu o acesso aos comprovantes. O material apreendido mostra que a estadia em Lisboa também seguiu padrões de alto padrão. Os investigadores focam agora na origem dos recursos utilizados para custear o estilo de vida da dupla durante o tour.
Especialistas afirmam que a revelação aumenta a pressão sobre o Planalto. O uso de primeira classe por familiares de autoridades, em companhia de ocupantes de cargos de confiança, gera desgaste político imediato. O Ministério Público Federal acompanha o caso para avaliar possíveis denúncias de improbidade administrativa.
Próximos passos da investigação
A Polícia Federal deve convocar os envolvidos para prestar esclarecimentos oficiais. O foco será o conteúdo das conversas registradas em aplicativos de mensagens durante o voo. A perícia técnica trabalha para recuperar diálogos apagados que mencionam contratos federais e indicações políticas.
Espera-se que o relatório final seja entregue ao Judiciário nas próximas semanas. A divulgação desses documentos balança os bastidores de Brasília e coloca o foco novamente sobre as relações empresariais de Fábio Luís. O monitoramento das contas de empresas ligadas ao grupo continua sob sigilo rigoroso.