PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy por desvios na Câmara

Agentes federais apreendem R$ 430 mil em espécie na casa do líder do PL; investigação aponta uso de empresas de fachada para lavar recursos públicos da cota parlamentar.

A Polícia Federal cumpre nesta manhã sete mandados de busca no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A ação investiga crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O ministro Flávio Dino autorizou a ofensiva após novos indícios de corrupção. As provas apontam desvios sistemáticos da cota parlamentar dos deputados.

Investigadores encontraram R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência de Sóstenes Cavalcante. O montante estava escondido e foi fotografado pela perícia federal.

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A Operação Galho Fraco é um desdobramento de investigações iniciadas em 2024. Naquela fase, a PF mirou apenas assessores e empresas de locação de veículos.

O esquema utilizava contratos falsos para simular a prestação de serviços. Segundo a PF, os recursos públicos retornavam aos parlamentares de forma oculta.

A técnica de “smurfing” era utilizada para fracionar depósitos bancários. Essa estratégia visava enganar os órgãos de fiscalização financeira e o Coaf.

Carlos Jordy utilizou as redes sociais para criticar a decisão judicial. O parlamentar afirmou que os pagamentos às empresas são legais e auditados pela Casa.

O deputado fluminense classificou o episódio como “pesca probatória” do STF. Jordy sustenta que sua atuação na oposição motiva o que chama de perseguição.

Provas e apreensões vultosas

A apreensão de quase meio milhão de reais na casa de Sóstenes Cavalcante agrava a situação jurídica do parlamentar. A PF busca agora a origem lícita dos valores.

As autoridades analisam dispositivos eletrônicos apreendidos para identificar novos beneficiários. A suspeita é que outros políticos integrem a rede de desvios.

A defesa de Sóstenes Cavalcante ainda não detalhou a justificativa para o dinheiro em espécie. O clima na liderança do PL é de apreensão total.

Consequências políticas no Congresso

O impacto da operação trava a agenda legislativa da oposição nesta sexta-feira. Parlamentares do PL avaliam como responder institucionalmente à ação de Flávio Dino.

Especialistas indicam que o envolvimento direto dos deputados acelera processos no Conselho de Ética. O uso de dados oficiais reforça que as notas fiscais eram frias.

A Polícia Federal deve concluir o relatório de inteligência nas próximas semanas. A denúncia criminal por organização criminosa é o próximo passo esperado pelo Ministério Público.

As investigações seguem em sigilo, mas novos mandados podem ser expedidos. O foco agora é rastrear o caminho do dinheiro até as contas de empresas de fachada.

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