O início de 2026 traz um desafio adicional para milhares de educadores brasileiros que planejavam encerrar a carreira. As regras de transição estabelecidas pela última reforma previdenciária tornaram-se mais exigentes neste mês de janeiro.
Trabalhadores da educação precisam agora recalcular o tempo necessário para o descanso remunerado. A legislação prevê aumentos anuais automáticos nos requisitos de acesso. Isso atinge tanto o sistema de pontos quanto a idade mínima progressiva.
A mudança impacta diretamente quem está próximo de completar os requisitos básicos. O planejamento para a carreira docente exige agora uma análise minuciosa das novas planilhas da Previdência Social para evitar surpresas no pedido.
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Para os profissionais que optaram pela regra de pontuação, o cenário é de maior rigor. Em 2026, as mulheres precisam somar 88 pontos. Já os homens devem atingir 98 pontos na soma de idade e contribuição.
Critérios de idade e pontos em 2026
Essa pontuação sobe um ponto a cada ano desde a aprovação da reforma. Além disso, existe a modalidade de idade mínima progressiva para o magistério. As mulheres agora precisam de 54 anos e seis meses de vida.
Os homens na mesma categoria devem possuir 59 anos e seis meses. Este critério de idade progressiva também aumenta anualmente até atingir o limite final estabelecido por lei. O objetivo é equilibrar as contas públicas nacionais.
Muitos sindicatos alertam para o desgaste físico e mental da categoria com o prolongamento do trabalho. De acordo com os dados oficiais, a expectativa de permanência em sala de aula aumentou consideravelmente para as novas gerações.
Impacto na rede pública e privada
Servidores públicos federais seguem regras similares às do regime geral em diversos aspectos. Estados e municípios que aderiram à reforma federal também aplicam esse escalonamento anual de forma automática nas suas respectivas autarquias previdenciárias.
Especialistas em direito previdenciário recomendam a realização de simulações digitais. O portal oficial do governo oferece ferramentas que já contemplam os novos índices. É fundamental verificar se há períodos de contribuição fora do magistério para o cálculo.
O governo busca garantir a sustentabilidade do sistema com essas medidas. Conforme a nova legislação, o ajuste é necessário para manter o pagamento dos benefícios em dia. O foco permanece no equilíbrio fiscal de longo prazo.

